‘Profissão Repórter’ cruza o Brasil com imigrantes venezuelanos 

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Imigrantes venezuelanos: programa também visita Caracas para conhecer os motivos da crise migratória que assola a Venezuela

imigrantes venezuelanos
foto Divulgação // Estevan Muniz e família de imigrantes venezuelanos pedem carona na beira da estrada

“Foi a reportagem mais difícil que fiz no programa”. É assim que Estevan Muniz caracteriza sua ação em uma das matérias exibidas pelo ‘Profissão Repórter’ desta quarta-feira, dia 2 de maio, que trata da crise imigratória venezuelana no Brasil.

O repórter acompanha a jornada de 5 mil quilômetros feita por uma família que viaja da Venezuela, na fronteira com Roraima, até a cidade de São Paulo. Ao todo, são cinco semanas de viagem até que mãe, pai e filha de apenas quatro anos consigam cruzar o país sem recursos, sobrevivendo apenas de caronas e doações.

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“Viajamos a pé, em caçamba de caminhonete, em barco de madeira, em ônibus. É uma jornada pelo país continental que é o Brasil”, conta Estevan, que conduziu a reportagem ao lado do repórter Eduardo de Paula. Uma das dificuldades foi dormir à beira da estrada e ver a família passar fome. “Como equipe, temos vários desafios a superar: a questão logística, de carregar câmera e equipamentos por um caminho tão longo; a questão de conteúdo, já que a jornada é cansativa e precisamos tratar de todas as questões e fazer um bom trabalho jornalístico sob o estresse; e principalmente a questão ética, de como registrar essa história sem se envolver de forma tão intensa na situação”.

Foto Divulgação / Família de imigrantes venezuelanos em ônibus rumo a São Paulo

O registro faz parte de um número alarmante: cerca de 800 venezuelanos cruzam todos os dias a fronteira com o Brasil, fugindo da crise de desabastecimento que enfrenta o país caribenho. Em Caracas, capital da Venezuela, o repórter convidado Rhonny Zamora visita duas famílias e mostra como os venezuelanos lidam com a crise. Além de geladeiras vazias, a população lida com filas intermináveis para tentar conseguir alimentos bancados pelo governo. No mercado, um salário mínimo consegue comprar apenas três pacotes de papel higiênico. Até para conseguir dinheiro em espécie o venezuelano enfrenta dificuldades: os bancos permitem saques de somente 10 mil bolívares, enquanto uma xícara de café chega a custar até 30 mil.

O ‘Profissão Repórter’ vai ao ar às quartas-feiras, depois do ‘Futebol 2018’. 

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