De Maria Camargo, Globoplay lança minissérie ‘Assédio’

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Assédio: obra ficcional que conta a história de uma rede de mulheres que se forma para denunciar uma série de abusos sexuais

Assédio
foto reprodução

por Thaís Martinelli

‘Assédio’ é uma obra ficcional que conta a história de uma rede de mulheres que se forma para denunciar uma série de abusos sexuais cometidos por um médico bem-sucedido e respeitado: Roger Sadala (Antonio Calloni). A saga começa quando uma dessas mulheres rompe o silêncio e torna público o que até então era restrito ao consultório.  

Há um momento na vida de algumas mulheres em que o maior desejo é ser mãe. E, em alguns casos, conseguir engravidar pode ser um grande desafio. No entanto, o avanço da Medicina permitiu que métodos alternativos tornassem possível esse sonho. Quando um médico oferece as respostas para todas as perguntas, a esperança se renova. Na minissérie de Maria Camargo, com direção artística de Amora Mautner, a vida de cinco mulheres se entrelaça em meio a sonhos, frustrações, tristeza, superação, heroísmo e um desejo enorme por justiça. ‘Assédio’, nova produção da Globo que será lançada com exclusividade pelo Globoplay, estará disponível para assinantes a partir do dia 21 de setembro.

Assédio

A Trama

A minissérie fala da força do coletivo por um objetivo comum e é estruturada a partir dos dramas das vítimas, entrelaçados à história de Roger, que se cruzam em curvas opostas, sem se prender necessariamente a uma ordem cronológica. No período entre 1994 a 2007, o médico está em ascensão e as vítimas, em queda. Com a união das mulheres, elas ganham força, e chega o ponto em que o médico inicia sua curva de decadência, entre 2008 e 2014. Nesse período, as vítimas, com a ajuda das autoridades e da imprensa, buscam por justiça. “Vamos falar da força do coletivo. As vítimas tomam uma posição e decidem mudar a história mostrando o poder da coletividade contra o assédio. O médico da trama é um antagonista simbólico desse movimento conjunto de quem rompe o silêncio. O tema é um dos grandes protagonistas. É um assunto muito atual e tem gerado debates no mundo todo”, ressalta a autora Maria Camargo. 

Stela (Adriana Esteves), Eugênia (Paula Possani), Maria José (Hermila Guedes), Vera (Fernanda D’Umbra) e Daiane (Jéssica Ellen) têm uma situação forte que as une. Todas foram iludidas pela figura de Dr. Roger. Referência na reprodução humana assistida, o renomado profissional usa todo o seu poder de persuasão e influências social e profissional para envolver as mulheres que o procuram. Todas são suas pacientes, com exceção de Daiane (Jéssica Ellen), que trabalha na clínica, mas também sofre com seu assédio. Ao lado dessas mulheres está Mira (Elisa Volpatto), uma incansável jornalista que vai atrás obsessivamente de provas dos crimes cometidos pelo médico. “O maior desafio da direção foi falar sobre a pluralidade das vítimas e sobre como o assédio está presente em situações inimagináveis, como, por exemplo, dentro de um consultório médico”, relata a diretora artística, Amora Mautner. 

Assédio

‘Assédio’ é uma minissérie da Globo, de Maria Camargo, escrita com Bianca Ramoneda, Fernando Rebello e Pedro de Barros. A obra é livremente inspirada no livro “A Clínica: A Farsa e os Crimes de Roger Abdelmassih”, de Vicente Vilardaga. A direção artística é de Amora Mautner, direção-geral de Joana Jabace e direção de Guto Botelho. 

Assédio

Roger 

Em 2007, Dr. Roger Sadala (Antonio Calloni) celebra os 30 anos da reprodução assistida no mundo ao lado de amigos, pacientes, familiares e imprensa. Com sua carreira consolidada, fortalece ainda mais sua imagem com a sociedade, afinal, o “servo de Deus”, como ele mesmo se intitula, garante os melhores resultados nos tratamentos que oferece e é considerado o melhor na área. 

Sempre preocupado com a imagem construída, Roger conquista a confiança dos pacientes já no primeiro encontro. Afável e seguro, os convence a realizar o procedimento com a garantia de que dará um filho ao casal. Com o passado intacto, é no ano em que celebra suas conquistas que sua faceta mais cruel vem à tona. 

Ao longo de 13 anos, de 1994 a 2007, o médico tem seu momento de ascensão. Além da carreira estabelecida, é chefe de família, casado com Glória (Mariana Lima) e pai de quatro filhos: Clarice (Silvia Lourenço), Henrique (Gabriel Muglia), Tamires (Bianca Müller) e Leila (Sabrina Greve). E também cultiva um amor incondicional por sua mãe, Olímpia (Juliana Carneiro). Dr. Roger preza pela excelência e é rodeado por uma equipe responsável por não deixá-lo falhar nunca: assessores de imprensa e relações públicas, que o acompanham e divulgam cada tratamento realizado. Pedro Paulo (Pedro Nercessian) é o assessor de confiança de Roger. Defende sua imagem, mas, após alguns acontecimentos, começa a enxergá-lo de outra forma.  

Glória ama o marido, mas há anos sabe que ele a trai. Em 2007, ela já enfrenta a luta contra um câncer. No mesmo ano, Roger acaba se envolvendo com a paciente e promotora Carolina (Paolla Oliveira), que é casada com seu amigo e juiz, Evandro Loyola (Ricardo Ripa). 

A doença de Glória piora. Já que não pode mais acompanhar o dia a dia do marido na clínica, decide instalar câmeras de segurança para controlar seus passos. Ela pede a ajuda da secretária Daiane (Jéssica Ellen). O que ela não imaginava é que, em um dia atípico, acompanharia a fuga de Daiane da clínica pelas câmeras. Gloria vai até a casa da funcionária para entender o que aconteceu, e a secretária revela o ataque do médico. Em silêncio, Glória ouve o relato, e, a partir daí, começa a perder a batalha para a doença. 

Paralelamente, começam a surgir denúncias contra Roger na internet. Por meio de uma comunidade, criada sob o pseudônimo “Eva”, muitas mulheres expõem, anonimamente, os ataques sofridos pelo médico, e o movimento ganha repercussão nas redes.  

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Mira: a idealista 

Em 1994, ainda estagiária, a jornalista Mira (Elisa Volpatto) recebeu uma denúncia anônima sobre um suposto caso de assédio envolvendo Roger, em Campinas. Na época, todas as tentativas de descobrir o que estava por trás desse médico tão respeitado e bem-sucedido foram fracassadas. No entanto, muito obstinada e dedicada, cresce na profissão, mas nunca esquece daquela ligação e daquela voz.   

Em 2000, quando recebe um telefonema na redação, um novo fato a coloca diante de um grande caso. A mesma mulher denunciante relata que ninguém viu o abuso sofrido por ela, mas que uma pessoa ouviu. A partir disso, Mira se dedica a desvendar as histórias que envolvem um dos médicos mais respeitados do Brasil. Depois de anos sem conseguir provas para dar continuidade à sua investigação jornalística, é autorizada pela editora do jornal, Suzana (Bete Coelho), a comparecer à Festa da Fertilidade, em 2007. Com esta oportunidade em mãos, ao observar os personagens que rodeiam o médico nessa noite de celebração, Mira terá muitas revelações. 

As vítimas 

Stela (Adriana Esteves) e o marido Homero (Leonardo Netto) vivem um casamento feliz. Ela é professora da Educação Infantil, muito dedicada aos alunos. Sonham em ter um filho, mas sem sucesso. Juntos, em 1994, decidem ir ao consultório do Dr. Roger, e, no primeiro encontro, já acreditam em suas promessas e no tratamento, afinal, o médico é atencioso, carinhoso, confiável e garante o resultado positivo com muita segurança. No entanto, Stela é violentada por ele após a coleta dos óvulos, ainda anestesiada. Sem entender bem o que aconteceu, mas ciente da agressão, não consegue contar a ninguém o que viveu, e o caos se estabelece em sua vida. Sente-se inapta a continuar a dar aulas na escola, e Homero não entende o sofrimento da esposa e sua recusa em voltar à clínica de fertilização. Com o frequente silêncio entre o casal, a separação é inevitável. Stela, então, é acometida por uma forte depressão. 

Assim como aconteceu com Stela e Homero, o casal Eugênia (Paula Possani) e Ronaldo (Felipe Camargo) opta por um tratamento para realizar um grande sonho. Eugênia convence o marido a ter mais um filho, afinal, o desejo inicialmente é apenas dela. Logo, procuram o melhor médico da região, o Dr. Roger. Como Ronaldo fez vasectomia após ser pai no primeiro casamento, e Eugênia deseja ser mãe, a saída para o casal é a fertilização in vitro. Ao acordar da anestesia, após a coleta dos óvulos, em 1996, Eugênia apresenta dores, algum sangramento e estranha a atitude do médico. Ainda assim, confiante, ela volta para a segunda etapa do processo e entende o que aconteceu: é assediada pelo médico novamente, mas, dessa vez, consciente. Eugenia conta imediatamente tudo para o marido e, juntos, procuram um advogado, que aconselha que eles registrem o caso oficialmente para garantirem provas contra Roger.  

Maria José (Hermila Guedes) sofre com a ausência de filhos e a cobrança por parte da família. Diante de tantos casais com condições financeiras para realizar o tratamento, Maria José e Odair (João Miguel) vivem uma situação diferente. Residem em Vitória da Conquista, na Bahia, e administram transportes, vans. Eles precisam abrir mão de alguns bens para conseguir financiar a viagem, a consulta e o procedimento. Juntos, viajam para São Paulo em busca do sonho, mas o que encontram pelo caminho vai contra todos os desejos do casal. Maria José é violentada por Roger e, um tempo depois, ainda precisa lidar com a desconfiança do marido, que, ao saber do ocorrido, acredita que a aproximação da mulher tenha sido intencional. Mesmo após o ataque, ela decide continuar o tratamento para fazer valer o dinheiro investido no procedimento. O desejo de ser mãe parece maior do que a agressão pela qual ela passa, mas a dor é inevitável. 

Outro casal, Vera (Fernanda D’Umbra) e Elisa (Simone Iliescu), procura o renomado médico para também garantir o sucesso na inseminação. Mas logo Vera entra para a estatística. Agredida psicológica e fisicamente, tem o apoio total de Elisa. Elas procuram um advogado para registrar o ocorrido, e descobrem que outra cliente, Eugênia, passou pela mesma violência e decidem procurá-la. Vera e Eugênia se encontram, e o ano é 2007. Elas conversam e decidem se unir contra o médico.  

De 1994 a 2007, nada muda na relação de Roger com suas pacientes. O silêncio das vítimas parece garantir sua tranquilidade e a certeza de que sairá ileso de qualquer ato cometido dentro de suas clínicas. Mas Daiane, a recepcionista, (Jéssica Ellen) sempre desconfiou do que acontecia dentro do consultório. Não podia ter certeza, mas sentia que algo terrível se passava no seu ambiente de trabalho. O que ela não imaginava é que, após servir de espiã para Glória, que desconfiava da proximidade do marido com suas pacientes, seria atacada pelo patrão. 

No entanto, Daiane não se cala diante do abuso e decide expor publicamente o assédio sofrido. A quebra do silêncio gera um movimento crescente e desperta nas demais vítimas o desejo por justiça. Com a comunidade na internet já criada, Daiane se une ao grupo de vítimas e decide gravar seu depoimento para Mira (Elisa Volpatto). As vítimas passam a entender que, juntas, são mais fortes. “Por estarem vulneráveis e por haver uma permissividade social e cultural, elas vão sendo assediadas. Esse médico tira partido dessa fragilidade delas, do poder que ele tem e da permissividade que acontece em torno para atacá-las”, ressalta a autora, Maria Camargo. 

O encontro das vítimas 

Dr. Roger fica furioso ao tomar conhecimento do blog e precisa dar satisfação para a família e toda a sociedade sobre as denúncias anônimasMira, já em contato com as vítimas, continua a busca pela verdade e pede a ajuda da Justiça para conseguir coletar o maior número de depoimentos sobre o caso. Ao conseguir as declarações, as apresenta ao promotor do Ministério Público, Francisco Navas (Theo Werneck), que abre o inquérito e inicia a investigação contra o médico. Nesse momento, o poder de cada relato faz toda a diferença, mas as versões dos fatos das vítimas e de Roger são contraditórias, e o caminho não é fácil, afinal, ele afirma ser inocente.  

Acreditando estar acima do bem e do mal, o médico sustenta sua defesa alegando que é perseguido por clientes insatisfeitos e sofre com armação de concorrentes. Além disso, acusa as mulheres de estarem sensíveis ao tratamento e que, por isso, interpretam de forma equivocada a abordagem e carinho recebidos por ele. A queda é algo inimaginável pelo médico, mas a união das mulheres, com o suporte da imprensa e da Justiça, toma uma proporção enorme e ganha a força que o faz questionar sua invencibilidade. O temor o abate. É a hora de sua verdadeira identidade ser revelada.

Tema é tratado na nova fase da plataforma

‘Tudo Começa pelo Respeito’, da Globo

‘Quando a violência gritar, grite!’. Esse é o apelo da nova fase da plataforma ‘Tudo Começa pelo Respeito’, da Globo, que busca incentivar a sociedade a não se calar diante de casos de assédio e violência contra a mulher, temática central de ‘Assédio’. Com o lançamento da campanha, a Globo reitera seu compromisso de levantar discussões e convidar as pessoas a refletirem sobre direitos humanos.  

Nos novos filmes da plataforma ‘Tudo Começa pelo Respeito’ as atrizes Bárbara Paz, Jéssica Ellen e Vera Fisher, que estão no elenco da minissérie, interpretam depoimentos reais de mulheres vítimas de violência doméstica. Se destaca ainda o fato de que o  set de gravação foi integralmente formado por mulheres. Os três filmes serão veiculados na programação da Globo e compartilhados nas redes da empresa.

No Globoplay

‘Assédio’ será lançada com exclusividade pelo Globoplay e estará disponível para os assinantes a partir do dia 21 de setembro. Esta é uma das muitas novidades do Globoplay, a maior plataforma de streaming brasileira, que reúne as produções originais da Globo, além de filmes e séries internacionais renomadas, dentre títulos exclusivos que só serão exibidos online. Só em 2018, o serviço espera ter cerca de 100 novas produções nacionais e internacionais em seu catálogo, além de toda a programação da Globo, permitindo que os assinantes possam acessar a qualquer momento e de onde estiver o que está no ar, o que já foi ao ar e o que ainda será exibido.

Assédio

Entrevista com a autora Maria Camargo

Maria Camargo está há 20 anos na Globo. É roteirista de TV e cinema, escritora,  formada em Cinema pela PUC (RJ). Na Globo, escreveu o ‘Linha Direta’, ‘Por Toda a Minha Vida’ e foi colaboradora em ‘Sítio do Pica Pau Amarelo’, ‘Lado a Lado’, novela vencedora do Emmy Internacional em 2013, e ‘Babilônia’, de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga (2015). Assinou a série ‘Correio Feminino’, que foi ao ar no Fantástico, e a minissérie ‘Dois Irmãos’ (2017), lançando também o livro “Dois irmãos: Roteiro da série – a partir da obra de Milton Hatoum”. Além disso, é co-roteirista do filme “Nise – O Coração da Loucura”, de Roberto Berliner, baseado na vida e obra de Nise da Silveira e de dois longas-metragens adaptados de obras de Milton Hatoum, ambos em desenvolvimento: “Adeus do Comandante”, com o diretor Sergio Machado, e “Relato de um certo Oriente”, com Marcelo Gomes e do documentário de Bárbara Paz, “Corredor Polonês”, sobre Héctor Babenco. Autora do livro de ficção infanto-juvenil “O medo e o mar” (Cia das Letras, 2009), escreveu também sua adaptação para o cinema (TvZero/Caradecão Filmes/Lusco-Fusco). Com o projeto, foi roteirista selecionada para o prestigiado Curso de Desarrollo de Proyectos Cinematográficos Iberoamericanos (Ibermedia/Casa de America/Fundación Carolina – Madrid, 2011) e para oFinancing Forum for Kids/ BUFF (Suécia, 2013). 

Como podemos definir ‘Assédio’?

A minissérie é uma história de ficção, livremente inspirada no livro “A Clínica – A farsa e os Crimes de Roger Abdelmassih”. É a história sobre um mundo que está mudando, está em transformação. De uma sociedade que há muito tempo está calcada em um modelo machista de funcionamento, de coisas que são consideradas naturais e normais, e não deveriam ser. Os assédios e, sobretudo, os estupros e a violência sexual são o ponto mais radical desse funcionamento, porque é justamente disso que estamos falando. E falamos dessas mulheres, vítimas desse sistema, que são atacadas por um médico especialista em fertilização. São mulheres que estão com uma fragilidade emocional, que desejam muito um filho e se sentem fracassadas por não ter. Então recorrem a esse homem, como última esperança de realizar esse sonho. ‘Assédio’ vai falar sobre essas mulheres que em algum momento deixam de ser apenas vítimas de assédio e violência sexual e passam a ser protagonistas das suas histórias. Elas representam esse mundo que está mudando.  

Como surgiu a ideia de escrever a minissérie? O que a motivou falar sobre assédio e fertilização/maternidade?

Tive filho muito jovem, com 21 anos, e sempre quis ser mãe. Até colecionava revista de bebês. Era uma obsessão. Pensava que se tivesse problemas para ter filhos seria muito infeliz. Eu faria de tudo na vida, no mundo, para ter um filho Tenho uma grande empatia por esse desejo imenso de ser mãe, me choco com a violência que as vítimas de Roger Abdelmassih sofreram e admiro a forma com que a enfrentaram. Desde que ouvi falar da história dos abusos sexuais do médico senti que era uma história icônica, de grande significado simbólico. E que poderia inspirar uma história de ficção que falasse não só dessas vítimas, mas de todo um sistema, de um modo de funcionamento social que permite que coisas assim, tão violentas e tão absurdas, aconteçam. E, ainda mais importante, a história também aponta para mudanças nesse funcionamento que estamos vendo e sentindo acontecer. Espero que ‘Assédio’, além de entreter, possa ser mais um elemento para reflexão. 

Como está sendo a parceria com a diretora Amora Mautner?

É a primeira vez que trabalhamos juntas. Ela gosta da forma que escrevo, eu gosto da forma como ela dirige. Já tive uma experiência como assistente de direção há muitos anos, me formei em Cinema. Isso está na minha escrita de alguma forma, e a gente afinou o gosto. Temos o mesmo tipo de observação e coisas que a gente gosta. Durante todo o processo da pré-produção, e desde que ela entrou no projeto, sempre tivemos muita afinidade. Achei legal serem duas mulheres no projeto. Ela tem muito olho, tem uma percepção muito rápida da mecânica da cena e muita energia para fazer aquilo acontecer. Acho bem interessante a energia que ela coloca no set. 

Como foi a inspiração para criar a personagem Mira (Elisa Volpatto)?

Mira é um personagem ficcional que, de certa forma, representa os jornalistas que tiveram um papel importante na história e servem de inspiração para a minissérie. Ela é um personagem icônico para representar a classe, assim como as seis vítimas vão representar aspectos dessa história que envolveu tantas outras mulheres – mas são todos ficcionais. 

Quem são os protagonistas dessa história?

A primeira vítima, que é a Stela (Adriana Esteves), é a primeira que aparece, portanto, é a que perpassa tudo. Ela ganha um peso maior porque é a primeira que a gente vê sendo atacada. Mas se trata mesmo de um multiplot, com cada mulher sendo protagonista de seu próprio núcleo, sua própria história. E há também os núcleos de Mira (Elisa Volpatto) e, claro, de Roger (Antonio Calloni). Mas o foco são elas, as mulheres. Pode-se dizer que o tema que une todos esses personagens é mesmo o grande protagonista dessa história.Como foi a escalação do elenco?

Alguns atores eu já tinha em mente, mas trabalhei e troquei bastante com a Amora e com o produtor de elenco, Guilherme Gobbi, tanto para sugerir pessoas, quanto na aprovação dos testes.

Com você espera que o público receba essa minssérie?

Não vai ser fácil, mas espero que ‘Assédio’ gere debate e, claro, entretenha. Uma história bem contada pode, sim, ajudar a mudar certas coisas – ainda que seja, claro, uma parte ínfima de tudo o que deve ser feito. Ao menos, é o que a dramaturgia pode fazer, o que está ao meu alcance como autora. 

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Assédio

Entrevista com a diretora artística Amora Mautner

Quais os desafios desse trabalho? Fale um pouco das referências dessa minissérie.

O maior desafio foi falar sobre a pluralidade das vítimas e sobre o assédio em si, sobre como o assédio está presente em situações inimagináveis, como, por exemplo, dentro de um consultório médico. Sobre as referências, fui para dois universos cinematográficos que gosto muito. Um é o cinema grego, muito relevante hoje em dia, que tem como DNA uma secura e uma falta de glamourização das coisas. E um diretor que amo muito e me inspirou bastante, o alemão Rainer Werner Fassbinder, que sou muito fã. Fui revisitar suas obras. Ele dirigiu muito bem mulheres e toda a expressão feminina. Peguei essas duas vertentes e fui estudando.

A minissérie trata sobre assédio, com a luz voltada para as vítimas, além de termos duas mulheres fortes na direção e na autoria. Qual a importância desse trabalho e o que ele representa para você? 

O fato de ter muitas mulheres envolvidas ajudou muito na concepção de todo o projeto porque, justamente, tem essa sensação em comum, que todas as mulheres que fizeram parte do projeto têm. De se sentirem assediadas durante uma vida, em vários aspectos. Essa minissérie teve esse plus de eu conseguir estar com outras mulheres podendo falar deste assunto.

A minissérie foi gravada em São Paulo, em diversas locações. O que isso traz de positivo?

O fato de ter sido tudo filmado em São Paulo nos ajudou muito a chegar perto do universo da minissérie, que é ambientada na capital. Gravamos em algumas locações imponentes que mostram um ambiente de dinheiro, poder e vaidade. E o fato das gravações serem em externas colaborou para o resultado estético do trabalho, possibilitando planos em que a cidade de São Paulo se torna protagonista também.

Como foi a escalação do elenco e a preparação? O elenco é composto por alguns atores de SP que são referência no teatro também. Como foi trabalhar com esse grupo?

Desde o início, como o conceito da minissérie era ser plural, no sentido de representar todas as mulheres e todas as vítimas, fizemos uma escalação com muitas pessoas que ainda não são tão conhecidas na televisão, mas são muito prestigiadas no teatro, em São Paulo. Atores maravilhosos, que adorei conhecer e trabalhar. Aprendi muito com eles. Mas temos nossos grandes atores também, como Paolla Oliveira, Antonio Calloni e Mariana Lima, que estão fazendo papéis brilhantes. Isso sem falar da Adriana Esteves. Ter a Adriana no elenco, considero que é ter garantia de boa atuação. E todo esse grupo junto com os demais, que acrescentaram a cada personagem tanta riqueza de interpretação, forma a alma da minissérie. Estou muito satisfeita e grata a todo o elenco que esteve nesse projeto.

Fale um pouco sobre a parceria com a Maria Camargo.

A Maria Camargo foi um presente na minha vida. Vou sempre agradecer ao Silvio de Abreu, à Monica Albuquerque e à Edna Palatnik por terem me apresentado a ela, porque é uma grande autora, muito talentosa e uma pessoa apaixonante. Foi muito feliz essa parceria. Espero trabalhar com ela de novo porque sou muito fã do seu texto, do seu trabalho e da pessoa que é. Acho que o fato de sermos duas mulheres ajudou muito nessa comunicação, por sabermos sobre esse universo, sobre como as mulheres podem se tornar vítimas em situações muito pouco esperadas, como no consultório de um médico. Também temos um gosto muito parecido, o que ajudou muito no conceito da minissérie. Estou muito feliz com Maria, querida, Camargo.

Assédio
foto Ramón Vasconcelos / Eugênia ( Paula Possani ) , Stela ( Adriana Esteves ), Vera ( Fernanda D’ Umbra ) , Maria José ( Hermila Guedes ) e Daiane ( Jéssica Ellen ) reunidas com Mira ( Elisa Volpatto ) e Navas ( Theo Werneck ).

Assédio

Perfil dos personagens

As vítimas e suas relações

Stela (Adriana Esteves) – Professora de Educação Infantil/ Pré-escolar. É psicologicamente frágil e sofre por não conseguir ter filhos com Homero (Leonardo Netto), seu marido. Torna-se paciente de Roger Sadala (Antonio Calloni), mas é violentada durante um procedimento. Acaba silenciando e se sente incapaz de se abrir sobre a violência que sofreu. Seu casamento termina e ela cai em depressão. 

Homero (Leonardo Netto)    Marido de Stela (Adriana Esteves). É um homem carinhoso e compreensivo. Ama sua esposa e não consegue compreender o que aconteceu para ela se fechar dentro de si e optar pelo silêncio. O casal acaba se divorciando. É piloto de avião.

Julieta (Denise Weinberg) –  Mãe de Stela (Adriana Esteves). Acompanha a filha em consulta com Roger, mas nem imagina o que ela passou dentro do consultório. Tenta salvar a filha da depressão quando percebe que ela está cada vez pior.

Duda (Luana Tanaka)  Professora. Melhor amiga de Stela (Adriana Esteves). É alegre e generosa. Trabalha com Stela em uma escola primária.

Eugênia (Paula Possani)  Arquiteta. Filha de família rica, é casada com Ronaldo (Felipe Camargo), que já tem um filho do primeiro casamento. Quer ser mãe e se submete a um tratamento na clínica de Roger Sadala (Antonio Calloni). É violentada pelo médico. Conta toda a verdade ao marido, que aciona um advogado. Mais tarde, vai fazer parte do grupo de vítimas que deseja capturar o médico.

Ronaldo (Felipe Camargo)  Engenheiro e diretor de uma construtora. É um homem rico e pragmático. Casado com Eugênia (Paula Possani), tem um filho do casamento anterior. Apoia a esposa na luta.

Vitor (Anthony Motta/ Giuliano Costa/ / Gabriel Cersosimo)  Filho do primeiro casamento de Ronaldo. É apegado à Eugênia (Paula Possani), sua madrasta. 

Valentina (Gabi Arbuz/ Alice Dias/ Giovana Lemos) – Filha de Eugênia (Paula Possani) e Ronaldo (Felipe Camargo), fruto da fertilização in-vitro.

Irene (Magê/ Susana Ribeiro)  Vítima de Roger Sadala (Antonio Calloni) na década de 1970, quando ele ainda era residente no Hospital Irmãos Penteado, em Campinas. Carregou este trauma ao longo de muitos anos, mas ao ver o médico sendo exaltado na televisão, resolve quebrar o silêncio. Liga para a redação do telejornal e Mira (Elisa Volpatto) atende. O telefonema dela instiga Mira a começar a investigação.

Vera (Fernanda D’Umbra) – Dançarina. Casada com Elisa (Simone Iliescu). É atacada em uma consulta, não chega a ser violentada. Junta-se à Eugênia (Paula Possani) por meio do seu advogado Gregório (Flávio Barollo) e depois às outras mulheres da comunidade para enfrentar o médico na justiça.

Elisa (Simone Iliescu)  Esposa de Vera (Fernanda D’Umbra). Vai se unir a ela na caçada por Roger Sadala (Antonio Calloni). Apoia a companheira em todas as decisões.

Daiane (Jéssica Ellen)   Recepcionista da Clínica de Roger Sadala (Antonio Calloni). Casada com Leandro (Gabriel Godoy) e mãe de Raíssa (Laura Rodrigues/ Alana Cabral) e Diego. Se torna espiã de Glória (Mariana Lima) na clínica, acompanhando de perto os passos de Roger (Antonio Calloni). Ao ser assediada pelo médico, quebra o silêncio e resolve denunciá-lo. Junta-se ao grupo de vítimas. 

Leandro (Gabriel Godoy) –  Marido de Daiane (Jéssica Ellen) e pai de Raíssa (Laura Rodrigues/ Alana Cabral) e Diego. Como é depende financeiramente da esposa, vai incentivá-la a voltar a trabalhar com Roger (Antonio Calloni), mesmo depois dela ter sofrido assédio do médico.

Raíssa (Laura Rodrigues/ Alana Cabral) – Filha de Daiane (Jéssica Ellen) e Leandro (Gabriel Godoy).

Diego (Benjamin de Souza Oliveira/ Pedro Galvão) – Filho de Daiane (Jéssica Ellen) e Leandro (Gabriel Godoy).

 Maria José (Hermila Guedes)  Moradora de Vitória da Conquista, na Bahia, é casada com Odair (João Miguel) e trabalha com ele administrando uma pequena empresa de transportes. Sonha em ser mãe, mas tem dificuldade para engravidar. Convence Odair a investir financeiramente em um tratamento na clínica de Roger Sadala (Antonio Calloni). É violentada pelo médico e esconde a verdade do marido.

Odair (João Miguel)  Marido de Maria José (Hermila Guedes). Machista e de valores tradicionais. Sente-se menos homem por não conseguir engravidar sua mulher. Concorda, a contragosto, em levar Maria José para um tratamento de fertilização na clínica de Roger Sadala (Antonio Calloni). Ao descobrir que a mulher foi abusada pelo médico, volta-se contra ela, acreditando que ela foi responsável pelo ataque sofrido.

Fábio (Marko Paiva Lucarelli/ JP Mendes) – Filho gêmeo de Maria José (Hermila Guedes) e Odair (João Miguel).

Felipe (Tito Paiva Lucarelli/ PH Mendes) – Filho gêmeo de Maria José (Hermila Guedes) e Odair (João Miguel).

Socorro (Séfora Rangel Irmã de Maria José (Hermila Guedes), recebe a irmã e Odair (João Miguel) em sua casa, na zona leste de São Paulo, durante o período em que o casal passa pelo tratamento de fertilização na clínica de Roger Sadala (Antonio Calloni). Será a primeira pessoa a saber que a irmã foi atacada por Sadala. Tem dois filhos, Mateus (Bruno Miguel/ Gustavo Danieluz) e Giovanna (Heloisa Martins/ Isabela Paccini).

Rubinho (Aury Porto)  Marido de Socorro (Séfora Rangel), cunhado de Maria José (Hermila Guedes). É um homem preguiçoso e mimado, que se diverte com as próprias piadas. Conta para Odair (João Miguel) que Maria José foi violentada por Roger Sadala (Antonio Calloni).

Mateus (Bruno Miguel/ Gustavo Danieluz)  Filho de Socorro (Séfora Rabgel) e Rubinho (Aury Porto), sobrinho de Maria José (Hermila Guedes).

Giovanna (Heloisa Martins/ Isabela Paccini)  Filha de Socorro (Séfora Rangel) e Rubinho (Aury Porto), sobrinha de Maria José (Hermila Guedes).

Lurdinha (Wanderlucy Bezerra)  Irmã de Rubinho (Aury Porto). É falante e extrovertida. Gosta de se meter na vida dos outros. 

Assédio
foto Ramón Vasconcelos

Assédio

Família Sadala

Roger Sadala (Antonio Calloni)  Médico especialista em reprodução assistida. É um homem poderoso, influente, passional e ambíguo. Patriarca de uma grande família, é autoritário, violenta e estupra suas pacientes, mas acredita ser injustiçado. Casado com Glória (Mariana Lima), filho de Olímpia (Juliana Carneiro), com quem nutre um amor exagerado, e pai de Henrique (Gabriel Muglia), Leila (Sabrina Greve), Tamires (Bianca Müller) e Clarice (Silvia Lourenço). Se torna amante de Carolina (Paolla Oliveira), sua paciente, e após a morte de Glória, casa-se com ela.

Glória Sadala (Mariana Lima)   Esposa de Roger Sadala (Antonio Calloni) e mãe de todos os filhos dele, Clarice (Silvia Lourenço), Leila (Sabrina Greve), Henrique (Gabriel Muglia) e Tamires (Bianca Müller). Elegante e vaidosa, apoia o marido na profissão. É ciumenta e vigia os passos dele ao descobrir que ele tem casos extra-conjugais. Tem como braço-direito sua governanta, Biga (Noemi Marinho). É arrebatada por uma doença grave e acaba morrendo, mas antes fica sabendo dos assédios do marido pelo testemunho da secretária Daiane (Jéssica Ellen).

Olímpia Sadala (Juliana Carneiro)  Mãe de Roger (Antonio Calloni), superprotetora, idealiza o filho. Mora na casa de Roger e provoca ciúmes em Glória (Mariana Lima). É avó de Tamires (Bianca Müller), Henrique (Gabriel Muglia), Leila (Sabrina Greve) e Clarice (Silvia Lourenço).

Tamires Sadala (Bianca Müller)  Filha caçula de Roger (Antonio Calloni) e Glória ( Mariana Lima). Irmã de Clarice (Silvia Lourenço), Henrique Gabriel Muglia) e Leila (Sabrina Greve). É a filha mais rebelde e combativa. É a única com coragem para enfrentar o pai, mesmo diante de toda família. 

Clarice Sadala (Silvia Lourenço) – Filha de Glória (Mariana Lima) e Roger (Antonio Calloni). Menos submissa que Henrique (Gabriel Muglia), seu irmão, é capaz de enfrentar o pai quando necessário, mas também vive à sua sombra. Trabalha com ele na clínica e é atenciosa com os pacientes. É bióloga, especialista em reprodução assistida e responsável pelo laboratório de fertilização.

Domenico (Elvis Chelton)  Marido de Clarice (Silvia Lourenço).

Maria Antônia (Beatriz Damini/ Alicia Belgini/ Julia Cavalheiro)  Filha de Clarice (Silvia Lourenço) e Domenico (Elvis Chelton), neta de Roger (Antonio Calloni) e Glória (Mariana Lima).

Enzo (Renan Cuisse/ Davi Butzge/ Pedro Hirt)  Filho de Clarice (Silvia Lourenço) e Domenico (Elvis Chelton), neto de Roger (Antonio Calloni) e Glória (Mariana Lima).

Guto (Brenno Kuusberg/ Dudu Kuusberg)  Filho de Clarice (Silvia Lourenço) e Domenico (Elvis Chelton). Neto de Roger (Antonio Calloni) e Glória (Mariana Lima).

Henrique Sadala (Gabriel Muglia)  Filho de Glória (Mariana Lima) e Roger (Antonio Calloni). Irmão de Clarice (Silvia Lourenço), Tamires (Bianca Müller) e Leila (Sabrina Greve). Apesar de crítico é mais submisso ao pai. Médico, trabalha na clínica ao lado de Roger e da irmã, Clarice.

Ingrid (Mariana Leme)  Esposa de Henrique (Gabriel Muglia).

Frederico (David Bertrand/ Pedro Henrique Lima Filho de Henrique (Gabriel Muglia) e Ingrid (Mariana Leme). Neto de Roger (Antonio Calloni) e Glória (Mariana Lima).

Leila (Sabrina Greve)  Filha de Roger (Antonio Calloni) e Glória (Mariana Lima). É a filha mais próxima do pai. Mãe de Louise (Laura Pavan/ Mariana Amor). 

Alan (Daniel Granieri)  Marido de Leila (Sabrina Greve) e pai de Louise (Laura Pavan/ Mariana Amor). 

Louise (Laura Pavan/ Mariana Amor)   Filha de Leila (Sabrina Greve) e Alan (Daniel Granieri). Neta de Roger (Antonio Calloni) e Glória (Mariana Lima).

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Segundo casamento de Roger

Carolina (Paolla Oliveira)  Advogada. É bonita e inteligente. Esposa do juiz Evandro Loyola (Ricardo Ripa), torna-se paciente de Roger (Antonio Calloni). Se envolve com ele e acaba se tornando sua amante e futura esposa, após a morte de Glória (Mariana Lima).

Evandro Loyola (Ricardo Ripa)  Juiz bem-sucedido. É o primeiro marido de Carolina (Paolla Oliveira) e amigo de Roger Sadala (Antonio Calloni). É abandonado por Carolina quando ela se envolve com Roger.

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Funcionários de Roger

Abigail (Noemi Marinho)  Mais conhecida como Biga. É governanta da família Roger Sadala (Antonio Calloni). Mulher forte e compassiva. É o braço direito de Glória (Mariana Lima).

Delcio (Darson Ribeiro)  Motorista da família de Roger (Antonio Calloni). É fiel ao patrão.

Pedro Paulo (Pedro Nercessian)  Mais conhecido como Pepê. É assessor de imprensa de Roger (Antonio Calloni). Começa a trabalhar com ele ainda jovem, quando passa a ocupar a função que era de Osvaldo Baldin (Henrique Schafer). Inicialmente faz tudo pelo patrão e aos poucos passa a enxergá-lo melhor. Se apaixonará por Mira (Elisa Volpatto), sua amiga de faculdade, após reencontrá-la.

Osvaldo Baldin (Henrique Schafer)  Assessor de imprensa de Roger (Antonio Calloni). Acaba perdendo o posto para Pedro Paulo (Pedro Nercessian), após se desentender com o patrão por causa das notícias que começam a sair sobre ele.

Artur Castelo (Paulo Miklos)  Relações públicas. Trabalha como gestor de crises. Torna-se confidente de Roger Sadala (Antonio Calloni). 

 Rui Ventura (Arthur Khol) – Advogado de Roger Sadala (Antonio Calloni). Assume o caso assim que um blog das vítimas entra no ar. Consegue desativar a comunidade, mas ela logo reaparece. É discreto e ponderado.

Carlos Augusto Muñoz (Sergio Mastropasqua)  Criminalista experiente. É chamado para assumir o caso quando as denúncias contra Roger Sadala (Antonio Calloni) se agravam. 

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Funcionários da Clínica

Léa (Gilda Nomacce) – Enfermeira da clínica de Roger (Antonio Calloni).

Piedade (Luciana Cacioli) – Faxineira da clínica de Roger (Antonio Calloni). Estranha as manchas de sangue pelo consultório após determinadas consultas do médico.

Osíris (Tom Nunes) – Segurança da clínica de Roger (Antonio Calloni). É fiel ao patrão.

Lígia (Amanda Lyra) – Paciente de Roger (Antonio Calloni). Participa dos depoimentos.

 Eunice (Ana Paula Lopez) – Recepcionista da clínica de Roger (Antonio Calloni).

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Amigos de Roger

Werther (Jarbas Homem de Mello)  Cantor de sucesso. Ele e sua esposa, Giovanna (Janaína Afhonso), se tornam pacientes e amigos pessoais de Roger (Antonio Calloni). Conseguem ter filhos gêmeos após um tratamento de fertilização na clínica de Sadala. Werther é convidado para cantar na festa que celebra o sucesso do amigo no tratamento de Fertilização In Vitro.

 Giovanna (Janaina Afhonso)  Esposa de Werther (Jarbas Homem de Melo). Engravida de gêmeos após passar por um tratamento na clínica de Roger Sadala (Antonio Calloni). É grata ao médico pela gravidez bem-sucedida. E testemunha a favor dele no julgamento.

Haydée (Vera Fischer Apresentadora de TV. É vaidosa e espalhafatosa e torna-se amiga pessoal de Roger Sadala (Antonio Calloni). 

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Autoridades

Francisco Navas (Theo Werneck) – Promotor do Ministério Público. Assiste aos depoimentos gravados por Mira (Elisa Volpatto), ouve as vítimas pessoalmente e resolve investigar o caso. É ele quem dá abertura formal ao processo.

Niara Flores (Dani Ornellas) – Juíza responsável pelo julgamento do caso de Roger Sadala (Antonio Calloni).

Heloísa (Helô) (Brenda Ligia)  Detetive particular contratada por Glória (Mariana Lima) para investigar os casos extra-conjugais de Roger Sadala (Antonio Calloni). É ela quem mostra para Glória as fotos de Roger com suas amantes.

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Imprensa

Emir Jarouche (Kiko Vianello) – Inicialmente é chefe de redação e depois se torna diretor de um grande jornal. É amigo pessoal de Roger (Antonio Calloni). Tenta, sempre que possível, proteger o amigo. É patrão de Mira (Elisa Volpatto) quando ela ainda está no início da carreira. 

Neville (Marco Antônio Pâmio)  Repórter experiente. É o homem de confiança de Emir (Kiko Vianello). Foi o primeiro chefe de Mira (Elisa Volpatto).

Suzana Almendra (Bete Coelho) – Editora-chefe do jornal em que Mira (Elisa Volpatto) passa a trabalhar. Autoriza Mira a dar continuidade à matéria sobre o caso do médico.

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Família de Mira

Mira Simões (Elisa Volpatto)  Jornalista. Destemida e persistente, é a responsável por encontrar as vítimas de Roger Sadala (Antonio Calloni) e gravar seus depoimentos para apresentar ao Ministério Público. Após a fuga de Sadala, parte em busca do paradeiro do médico. Namora Thomas (Guilherme Magon) e engravida de Martim (Kauã Orsi/Gabriel Ferrarini) durante as investigações. Não consegue equilibrar sua vida pessoal e profissional. Mais tarde, se envolverá com Pedro Paulo (Pedro Nercessian), assessor de imprensa de Sadala e seu colega de faculdade.

Thomas (Guilherme Magon)  Namorado de Mira (Elisa Volpatto), pai de Martim (Kauã Orsi/ Gabriel Ferrarini). É divertido e inteligente, porém imaturo. É surfista. Separa-se de Mira quando ela começa a se dedicar à investigação do caso de Roger.

 Martim (Kauã Orsi/ Gabriel Ferrarini) – Filho de Mira (Elisa Volpatto) e Thomas (Guilherme Magon). Fica aos cuidados do avô Milton (Celso Frateschi) enquanto sua mãe trabalha no caso de Roger.

Milton (Celso Frateschi)  Pai de Mira (Elisa Volpatto). Ajuda no cuidado com o neto Martim (Kauã Orsi/ Gabriel Ferrarini).

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Participações

Lorena (Barbara Paz) – Paciente e vítima de Roger (Antonio Calloni). Uma das denunciantes, depõe no julgamento.

Carmen (Monica Iozzi) – Paciente e vítima de Roger (Antonio Calloni). Uma das denunciantes, depõe no julgamento.

Conceição Duarte Silva (Renata Vilella/ Léa Garcia) – Paciente testemunha do ataque nos anos 70.

Antonia (Érica Ribeiro) – Neta de Conceição (Léa Garcia).

Simas (Wellington Coelho) – Professor de hidroginástica de Olímpia (Juliana Carneiro).

Irandir (Jorge Mesquitta) – Funcionário da empresa da família de Carolina (Paolla Oliveira).

Neuza (Malu Bierrenbach) – Coordenadora de Martim (Kauã Orsi/ Gabriel Ferrarini). Conversa com Mira (Elisa Volpatto) sobre o desenvolvimento do menino na escola.

Alessandra (Cris Broilo) – Corretora de imóveis. Amante de Roger Sadala. (Antonio Calloni). 

Gregório (Flávio Barollo)  Advogado e amigo de Ronaldo (Felipe Camargo). É a primeira pessoa que orienta o casal após o ataque sofrido por Eugênia (Paula Possani) no consultório de Roger (Antonio Calloni). Também orienta Vera (Fernanda D’Umbra) quando ela passa pela mesma situação e apresenta ela ao casal.

 Luiza (Lilian de Lima)  Delegada titular da delegacia da mulher, é quem toma a frente das investigações ao lado de Pedro Henrique Navas (Theo Werneck).

Mirtes (Andréia Paiva) – Cuidadora de Olímpia (Juliana Carneiro).

Anahí (Sol Gamboa) – Babá dos gêmeos de Roger (Antonio Calloni) e Carolina (Paolla Oliveira).

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