‘The Voice Kids 2020’: Claudia Leitte “Bota amor e vai!”

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” Bota amor e vai !” – Claudia Leitte, em entrevista, fala sobre a temporada 2020, sua agenda, e muito mais!

bota amor e vai
foto João Cotta

Claudia Leitte é ligada no 220 e sabe bem disso. Toda essa energia, ela usa a seu favor. Afinal, seus dias também têm apenas 24 horas para dar conta de tantas atividades: sua agenda com a música, a rotina de shows, a família, os três filhos. E, a partir do dia 05 de janeiro, a cantora estreia, pelo terceiro ano seguido, em mais uma função: a de técnica da quinta temporada do ‘The Voice Kids’. Para dar conta de tudo, Claudia tem a receita: “ bota amor e vai ! ”, fala. Na entrevista abaixo, ela conta sobre a nova temporada do programa, as emoções que a música é capaz de despertar, sobre sua personalidade, família e maternidade.

Entrevista com Claudia Leitte

Como está sendo voltar para mais uma temporada do TVK?

Não sei se sou eu, se é o prisma do meu novo momento de maternidade ou se é porque o programa está ainda mais lindo e estamos cada vez mais à vontade com ele, mas o fato é que está sendo incrível. Foi maravilhoso participar de cada edição, mas nessa tem um negócio especial acontecendo.

Você canta desde os três anos de idade, muito novinha. Se vê um pouco nas crianças do ‘The Voice Kids’?

O tempo inteiro. Quando não vejo a mim, lá atrás, vejo os meus filhos. É muito difícil não associar à minha história, por mais que eu precise fazer isso. Faço música, me envolvo, sou apaixonada por música e a tenho completamente na minha vida. Só que no ‘The Voice Kids’, o que está em jogo é a música de outra pessoa. No programa, a gente cuida do canto de alguém, da carreira de alguém, do sonho de alguém. E eu preciso às vezes não me ver tanto. Mas me vejo e me emociono. Nesse encontro de histórias, tenho muitos aprendizados para o meu momento atual e isso desperta em mim uma nova criança. É um momento de aprender de novo, de começar outra vez. Eu não viro a criança que eu já fui, eu viro uma nova criança.

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Estar tão perto dessas crianças que tem o sonho de se tornarem cantoras, assim como você, é uma baita responsabilidade, porque qualquer coisa que vocês, técnicos, digam é muito marcante para eles. Tem algum segredo para dar os conselhos e até fazer as críticas – além das positivas também dar os toques – sem perder a naturalidade?

A regra, para mim, é o amor. Eu sempre coloco o amor na frente. Sempre pensando que é alguém que, como eu, tem sonhos, seus momentos difíceis, que como eu fica nervoso. É a empatia que vem pelo amor. A gente cria os filhos da gente assim também: tendo que dizer “nãos”, tendo que chamar atenção para que vão por um caminho diferente do que eles estão escolhendo… e aí, coloca o amor e vai! Nessa onda, a gente vai aprendendo muita coisa, e não só ensinando. Dá uma reposicionada no nosso comportamento e vai guiando aquelas crianças. O cuidado é importante com todo mundo.

Para você, que é mãe, trabalhar com crianças é mais fácil? O lado maternal te faz ficar mais sensível com as apresentações?

Ser mãe faz ficar mais fácil, sim. Todos nós, técnicos, somos mães e pai e temos essa sensibilidade. Na verdade, a gente não deixa de ser mãe hora nenhuma do nosso dia, né? Tenho várias funções na minha vida e em todas elas eu sou mãe. Escolho melhor as músicas que vou cantar, escolho melhor o que vou dizer, como artista, me posiciono muito melhor porque tenho filhos. E é assim também que acontece no programa.

E pensando em todas essas funções, como você concilia a sua agenda? O programa, a família, a música, os shows, o Carnaval…? Quantas horas tem seu dia?

(risos) As horas são iguais: 24 para todo mundo. Mas tenho uma coisa que me gabo mesmo e encho a boca para falar: tenho minha família e gente que me ama de verdade à minha volta. As duas pessoas que me vêm à mente de primeira são meu marido e minha mãe. Eu não conseguiria fazer absolutamente nada se não fossem essas duas pessoas (fala, muito emocionada). E as outras pessoas também porque, indiretamente, mesmo não estando ao meu lado na hora de colocar bebê para arrotar ou cuidando dos outros filhos para a escola, são pessoas que, se não estivessem ao meu lado, eu não conseguiria fazer nada. Isso sai muito naturalmente da minha boca e transborda do meu coração. Acho que a gente precisa olhar mais para as pessoas e ser mais grato a elas, porque ninguém consegue nada sozinho. Sempre tenho alguém para me dar suporte. Acho que quanto mais a gente olhar para o lado, mais a gente vai conseguir conquistar coisas. Se não fossem eles, eu não ia conseguir nessas 24 horas do dia, não.

Quando você deixa de ser a Claudinha bagunceira?

Nem dormindo! Eu não deixo de ser nunca, não sei como me aguentam… (risos) Sou muito espoleta. Já até tentei controlar isso em mim para dar uma equilibrada. Óbvio que tenho meus momentos de seriedade, mas até quando sou séria, sou muito esfuziante. E decidi usar isso a meu favor. Tenho que buscar a chave dentro de mim para dar uma paradinha, ouvir e me permitir. Mas esse negócio de não parar um segundo é muito forte em mim.

Quais sentimentos você acha que a música é capaz de despertar?

A música é um agente transformador. Eu canto no Carnaval de Salvador e esse festival acontece por causa da música, com gente de tudo quanto é lugar do mundo, que não fala a mesma língua. Bota amor e vai No mesmo metro quadrado tem rico, pobre, diferentes etnias, raças… Não é a música que segrega. São as pessoas que separam. A música é um provedor de união. Por si mesma, a música já fala amor.

E o ‘The Voice Kids’, desperta quais emoções, na sua opinião?

O ‘The Voice Kids’, para mim, é renovação. Renovação da esperança. A galera vai ali com um sonho, isso é muito evidente, e é muito massa. Todo mundo ligado ao programa de alguma forma e que o assiste tem um pouco essa sensação, eu acho: de renovar nossos desejos de conquistar, superar, vencer.

O que o público pode esperar dessa nova temporada do programa?

Acho que estamos mais conscientes de que somos um veículo para algo muito poderoso que é o amor através da música. Bota amor e vai O público vai sentir isso. As pessoas vão se emocionar muito com as crianças. Todos vão se divertir e descobrir que não existe limite. Nessa temporada isso está ainda mais evidente.

The Voice Kids
A quinta temporada do ‘The Voice Kids’, que estreia no dia 05 de janeiro, tem apresentação de André Marques, com Thalita Rebouças nos bastidores, e direção-geral de Flavio Goldemberg.
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