entrevista Triz Pariz: “Vejo a beleza nas pequenas coisas.”

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Triz Pariz faz CHECK-IN no portal TV a Bordo

entrevista Triz Pariz
foto Edu Rodrigues

por Warlen Pontes

Até ser escolhida como a Lili, na quinta versão de ‘Éramos Seis’, da Globo, Triz Pariz passou por três testes para viver o seu primeiro papel fixo em uma novela. Antes, a atriz paulistana fez uma participação em ‘Carrossel’, do SBT, em 2012. 

Beatriz Parizotto Cardoso, seu nome de batismo, trancou a Faculdade de Design de Moda para se dedicar totalmente ao remake global. Nesta entrevista ao portal TV a Bordo, ela fala sobre preconceito racial, já que a Lili vai ter um relacionamento com o Marcelo (Gulherme Ferraz), faz um balanço de sua participação na obra de Maria José Dupré e elenca três bons momentos na trama adaptada por Ângela Chaves, com direção artística de Carlos Araújo.

Senhoras e senhores, TRIZ PARIZ:

TVaBordo – Por que escolheu a faculdade de ‘design de moda’ para cursar?

Triz Pariz Escolhi design de moda como forma de expressão artística, porque acho que nesse meio (artístico) não há muito essa abordagem da moda como arte, e é algo que tenho vontade de fazer se não fosse trabalhar como atriz.

TVaBordo – Como aconteceu o convite para viver a Lili em ‘Éramos Seis’?

Triz Pariz assista ao vídeo como eu entrei na Globo (Clique aqui e assista ao vídeo), que falo com detalhes. Basicamente fiz três testes: um monólogo, outro como a personagem e um outro já caracterizada como a Lili.  

TVaBordo – Como se preparou para viver uma personagem de época? Quais foram as suas maiores dificuldades?

Triz Pariz Todos os atores tiveram uma preparação de elenco antes de começar, uma imersão dentro do universo da história. Estudei bastante sobre a época. Tivemos vários workshops para se familiarizar, inclusive, de brincadeiras da época junto com as crianças que haviam naquela época, mas a maior dificuldade foi por conta de eu falar muita gíria, me adaptar um pouco à fala da época, as gírias da época, porque a gente não conhece as gírias de antigamente também, e tive que fazer uma pesquisa sobre isso também. E não foi difícil, foi só um diferencial.

TVaBordo – Quais são as diferenças e as semelhanças entre a Triz e a Lili?

Triz Pariz – Por temos a mesma idade, talvez, por causa da diferença de tempo que temos… a Lili me parece muito infantil, muito inocente sobre a vida, muito apegada ao amor, a relacionamentos, e eu, Triz, não dou tanta importância a isso como ela. A maior parte do tempo do enredo sobre ela foi sobre relacionamentos, garotos que ela era apaixonada, e eu conheci bastante esse lado dela, e não me identifico nem um pouco. Em nenhum momento a minha vida girou em redor de ter um amor… eu me dou melhor sozinha do que a Lili. As semelhanças… apesar de ser apaixonada por relacionamentos, pela vida, pelas pequenas coisas, pelos detalhes, pela família, leitura, gosto muito de ler assim como ela… sou bastante apegada à família e vejo a beleza nas pequenas coisas… por aí.

entrevista TRiz PariZ
foto reprodução / Em cena, Triz (Lili) com Soraia (Rayssa Bratillieri) e Isabel (Giullia Buscacio)

TVaBordo – Se fosse elencar as suas três melhores cenas até aqui, quais seriam?

Triz Pariz – A sequência quando o Julinho disse que vai pedir a Lili em namoro e não chega na casa, e todos ficam esperando… Outra sequência é quando a Lili dança com o Marcelo no clube inglês e beija o Julinho em frente à Soraia. Uma terceira sequência é a briga na escola com a Soraia, que a gente se bate e eu bato no lanche dela, porque ela chama a Lili de oferecida (foto acima). Gosto bastante também da despedida do Julinho, quando ele vai se mudar para o Rio de Janeiro, e ela pede para ele não esquecê-la. Pensando agora, tem uma série de cenas, mas acredito que essas sejam algumas das minhas favoritas. 

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TVaBordo – Como foi contracenar com ícones da dramaturgia como Glória Pires, Kelzy Ecard, Kico Mascarenhas e com o estreante (Jhona Burjack)? Como é a troca de “figurinhas” entre vocês? O que mais aprendeu?

Triz Priz A palavra é aprendizado. Fiquei como uma esponjinha e absolvi o máximo que conseguisse de cada um todo dia. A Kelzy e o Kiko (Genu e Virgulinho, respectivamente) conversaram muito comigo sobre muitas questões da vida, inclusive, de trabalhar nesse meio, não só sobre interpretação. Me familiarizaram ali com o terreno. Sou muito agradecida a eles por isso, chamo eles de pai e mãe, inclusive, porque foram como pais para mim. E Jhona foi uma pessoa incrível, me ajudou muito e, acredito, que eu o ajudei também. A gente se apoiou em diversos momentos. Foi um prazer enorme, uma coisa gratificante, não tenho nem como expressar. Desejo todo sucesso do mundo para ele (Jhona). Nós éramos os iniciantes ali. A gente se apoiou em diversos momentos. Com a Glória também, inclusive.

TVaBordo – Melhor interpretar uma personagem atual ou de época, e por quê?

Triz Pariz Ambos têm suas qualidades, são prazerosos, acho que não tem esse de ser melhor do que o outro. São só diferentes.

entrevista Triz Pariz
foto reprodução / Triz em cena com Guilherme Ferraz (Marcelo) em ‘Éramos Seis’

TVaBordo – A Lili vai viver um romance com um rapaz negro, Marcelo (Guilherme Ferraz), numa época em que o preconceito era maior do que hoje, apesar dele ser um estudante de medicina e, bem sucedido, como você enxerga o preconceito racial e o que, em sua opinião, deve ser feito para acabá-lo?

Triz Pariz – O preconceito é extremamente arcaico, que não faz o menor sentido, vem de uma herança histórica extremamente triste, incompreensível e inadmissível. Todos os dias a gente tem que lutar para acabar com esse preconceito e todas as outras que também existem nos dias de hoje.

TVaBordo – O que deve ser feito para acabar com o preconceito?

Triz Pariz – Acabar com a ignorância, a conscientização e o desapego com a herança histórica é o primeiro passo. A partir do momento que a pessoa tem três neurônicos na cabeça ela já não é preconceituosa automaticamente… É uma questão de se informar, de ser educado no quesito de receber educação, ser gentil.

TVaBordo – Qual é o balanço que você faz da Lili?

Triz Pariz Uma personagem muito sutil, leve, imatura para a idade, para a época, mas ela tem uma abordagem muito doce. Sempre tento trazer uma leveza a ela. O público fala que todas as vezes que ela aparece tem um frescor, uma solaridade.

TVaBordo – Mudaria alguma coisa em sua interpretação? Por quê?

Triz ParizSe eu quisesse mudar alguma coisa, já teria mudado. O importante é sempre pensar em melhorar, cada vez mais, sempre estar aberto ao aprendizado, sempre está estudando mais sobre aquilo que a gente quer ser, melhorar, melhorar, e melhorar. Não existe um ponto da vida que a gente diga eu sou o melhor nisso, pois sempre há uma maneira de evoluir mais ainda.

TVaBordo – Um convite para assistir ÉRAMOS SEIS.

Triz Pariz‘Éramos Seis’  é uma novela linda em todos os aspectos, fala sobre a família, os relacionamentos, as pessoas, os amigos… Não tem um motivo para você não assistir. Não peca em nenhum aspecto. Tudo perfeito. Não é uma coisa que você assiste e lhe deixa com um peso. É uma coisa leve.

A seguir, confira um jogo rápido com Triz Pariz:

entrevista Triz Pariz
foto

Beatriz Parizotto Cardoso nasceu no dia 16 de maio de 2001, na cidade de São Paulo – SP

Um ator inspirador…

James McAvoy em (fragmentado), assisti e fiquei em choque! e Joaquin Phoenix em (Coringa), (Sinais), (Gladiador), em todos esses filmes foi impecável!

Uma atriz inspiradora…

Natalie Portman em (O Profissional), só tinha treze anos! Em (Cisne Negro), (V de Vingança), uma pessoa que admiro muito!

Um filme para se assistir muitas vezes…

‘Forest Gump’, com Tom Hanks, bonito, divertido e passa bastante aprendizado.

Personagem que gostaria de interpretar…

Uma personagem em um filme de suspense ou minissérie de suspense, de terror… eu gosto bastante desse universo.

Já assisti e indico para assistir as séries (no streaming):

‘Black mirror’; ‘Olhos que condenam’; ‘Explicando’ – uma série de pequenos documentários, ‘explicando sexo’,’explicando a mente’, muito bons para quem quer um conteúdo de forma rápida e visual. 

Uma música para se ouvir a toda hora

‘Como nossos pais’, versão Elis Regina, impecável!

Se pudesse viajar no tempo

Eu viveria os anos 1980 porque foi uma fase muito divertida, que tinha as discotecas, as músicas que eu gosto muito. Não tinha celular, a comunicação era mais ali, era tudo mais vivência.

A melhor sobremesa do mundo:

Sorvete de chocolate com pasta de amendoim, granulado e calda de caramelo.

Um prato que eu comeria 100 vezes:

Macarronada, penne com molho vermelho, bacon, brócolis, queijo branco… eu amo uma macarronada!

Um prato que não comeria de jeito nenhum, nem por um milhão de reais!:

Sopa de morcegos, né! Nem que me pagasse um milhão de reais!

Me tira do sério…

Gente ignorante que se vê na razão. Gente que não tem conhecimento sobre um assunto e fala sobre aquilo com informação que leu, tipo, na página do Instagram. Não enxerga a visão como um todo e só enxerga o que quer vê. Esse tipo de gente quando quer discutir me tira do sério.

Me deixa feliz:

Meus cachorros me deixam feliz! Pintar me deixa feliz!

No dia do meu aniversário quero ganhar…

Outro produto para trabalhar na Globo. Sempre bom está empregada.

Tenho saudades de:

Da infância, porque é uma época da vida que a gente não tinha tanta preocupação, só se preocupava com o que tinha para o almoço… tinha uma imaginação fértil.

Uma frase que norteia a sua vida:

Caia sete vezes e levante-se oito! 

Triz é uma garota:

Bem decidida e bem deboísta. Eu vivo de bem com a vida e sempre vejo o lado bom das coisas. 

Mensagem aos fãs:

Agradeço todo o carinho e por todo o apoio que vocês me dão, por estarem ao meu lado nos momentos de dificuldade, nos momentos que eu não estava tão disposta. Agradeço por sempre estarem presentes e por fazerem parte de uma maneira tão boa na minha vida, por me transmitirem coisas tão boas!

Entrevista em parceria
com Márcia Dornelles
Assessoria de Imprensa
MD Produções
foto arquivo pessoal
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