Amor e humor: entrevista com Renata Castro Barbosa e Léo Castro

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Renata Castro Barbosa e Léo Castro
Renata Castro Barbosa e Léo Castro, gravam esquetes do Zorra de casa / foto João Miguel Júnior

Renata Castro Barbosa e Léo Castro como Bia e Maurício no dia a dia no quadro ‘DR – Diálogos Risíveis’

Um casal confinado junto na quarentena. Todas as possibilidades de humor em todas as DRs que a situação permitir. A partir deste sábado, o ‘Zorra’ vai trazer os atores Renata Castro Barbosa e Léo Castro como Bia e Maurício em suas epifanias, momentos românticos ou nas praticidades do dia a dia no quadro ‘DR – Diálogos Risíveis’. Medo da morte, discussões filosóficas sobre o amor, ou a simples (ou não) missão de matar uma barata. Os esquetes engrossam o material inédito do humorístico na temporada de melhores momentos.

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Vida Real

Na vida real, colegas de elenco, Renata e Léo namoravam há seis meses quando veio o isolamento social. Decidiram, então, dividir o mesmo teto, e, junto a isso, surgiu a vontade de produzir algo em casa para as redes sociais. Os redatores finais do Zorra embarcaram no desafio, e a coisa deu tão certo que o projeto cresceu, deixou os perfis pessoais dos envolvidos, e agora vai ganhar múltiplas janelas: na TV, no Gshow e nas redes sociais do programa. “A gente vai falar da convivência do casal, que já era difícil, e agora está em tempo integral para quem faz isolamento em casa. Vão ter desde crises até discussões filosóficas dos dois”, explica Nelito Fernandes, que divide a redação final do programa com Martha Mendonça e Gabriela Amaral.

DR – Diálogos Risíveis

Após a estreia neste sábado, os ‘DR – Diálogos Risíveis’ inéditos e com material estendido vão estar disponíveis às quartas-feiras no site e redes do programa, e chegam à TV no sábado seguinte, em versão reduzida, para se adequar à dinâmica de esquetes da atração. Na prática, o apartamento do casal virou cenário, a decoração, produção de arte, e o guarda-roupas, acervo de figurino. À distância, diretor geral, diretor de arte, cenografista, figurinista, e quem mais precisar, entra em ação para orientar todos os detalhes antes da gravação da cena.

Léo Castro

“Eu venho do teatro e passei pelo circo. Parte da minha carreira foi do jeito que eu estou fazendo agora, jogando nas 11, eu só tinha me desacostumado. O mais difícil é produzir as coisas que a gente antes tinha na mão. Antes, aparecia na sua mão a roupa certa, o adereço certo, e isso é bem difícil. Hoje a gente conversa com figurinista, diretor de fotografia, maquiadores, todos estão trabalhando com a gente à distância”, explica Léo.

Renata Castro Barbosa

“A gente dá o play e corre para a cena. É uma trabalheira. Meu sofá já foi parar em vários lugares da casa. Agora voltei à época de faculdade e curso de teatro, em que fazia de tudo e aproveitava o que tinha em casa. Mas eu fazia sem a preocupação de como isso ia aparecer. Hoje em dia, a gente faz para a Globo. É a vida se misturando com a arte”, brinca Renata.

Zorra

‘Zorra’ tem direção geral de Mauro Farias e redação final de Gabriela Amaral, Martha Mendonça e Nelito Fernandes.

Entrevista com os atores Renata Castro Barbosa e Léo Castro

Como é ter a casa seu cenário e o seu guarda-roupas, seu acervo de figurino?
Renata Castro Barbosa – Agora voltei a fazer tudo o que fazia na época de faculdade e curso de teatro. Mas eu fazia sem a preocupação de como isso ia aparecer, e hoje em dia estou produzindo para a Globo. Mas toda a equipe do ‘Zorra’ está apoiando muito a gente. Temos reunião remota com direção, produção de arte, figurino, e eles vão orientando. O meu gato virou gato de cena.

Léo Castro – Eu venho do teatro e passei pelo circo. Parte da minha carreira foi do jeito que eu estou fazendo agora, jogando nas 11, eu só tinha me desacostumado. O mais difícil é produzir as coisas que a gente antes tinha na mão. Quando a gente estava, aparecia na sua mão a roupa certa, o adereço certo, e isso é bem difícil. Hoje a gente conversa com figurinista, diretor de fotografia, maquiadores, todos estão trabalhando com a gente à distância.

Como é, para um ator, trabalhar em casa?
RCB – A gente dá o play e corre para a cena. É uma trabalheira. Meu sofá já foi parar em vários lugares da casa. O Léo vem do circo e eu venho do teatro. É a vida se misturando com a arte, tem um quê de ‘mambembice’ que é gostoso. O gato passa na hora que ele quer passar. Tem momento em que meu filho está em prova e a gente tem que fazer silêncio. Está sendo uma aventura. Acho que, depois disso, vamos estar prontos para qualquer coisa. Mas tem também um relaxamento natural, um lado que ganha porque conheço bem esse lugar e faço uso do que eu tenho aqui para explorar. Ao mesmo tempo é mais difícil porque não temos uma segunda opinião.

LC – Eu acho que fazer da casa seu local de trabalho facilita as coisas. Eu e ela estamos preocupados com nossa intimidade, mas estamos ocupados tentando fazer o trabalho. Metade do dia é de trabalho. Precisa de uma concentração em muitas coisas para executar: desde dar o play na câmera a pendurar as luzes. Se eu mostrar a cada cena o que eu faço aqui, é muito maluco. Penduro corda pela casa inteira para pendurar luz para tudo quanto é canto. E a Renata vai comprando essa maluquice.

Vocês se juntaram para a quarentena ou já moravam juntos?
RCB – Tínhamos seis meses de namoro. Todo o glamour do começo, a gente fez a fórceps, a gente está vivendo um Big Brother de repente. A gente vem descobrindo que tem dilemas diferentes, mas também estamos vendo que a gente se completa mais do que a gente acharia normalmente. São pequenas conquistas do dia a dia: a gente cozinha junto, limpa a casa junto. Ele ganhou um filho adolescente e eu ganhei uma filha de 6 anos. Viramos uma família em muito pouco tempo. A minha sanidade eu devo a ele, ao meu filho e ao gato. A gente vai vendo a parceria. Estamos juntos nessa.

LC – A gente tinha meses de namoro e, de repente, se vê casado. Foi muito rápido, mas também muito prazeroso. A gente vai descobrindo coisas que demoraríamos um tempo para descobrir. Eu faço um arroz ótimo, e ela descobriu isso por causa da quarentena. Ela faz também coisas incríveis na cozinha. A gente vai falando: ‘caramba, olha quanta intimidade a gente ganhou em tão pouco tempo.’ É impressionante. As vaidades vão pro chão, coisas que você não mostraria para um namorado no início de namoro, e a gente quebrou em dias. Não tinha como ser diferente. A gente tem uma parceria em casa também.

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