entrevista Elizabeth Savala: “Hei! O meu nome é Cu! Negundes!”

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entrevista Elizabeth Savala

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foto reprodução

As tardes da Globo, em meio à pandemia, não poderiam ter uma companhia mais oportuna: a reapresentação especial de ‘Êta Mundo Bom!’, no ‘Vale a Pena Ver de Novo’. Uma novela recheada de personagens fortes e marcantes, que reconquistaram brasileiros de todas as idades, como a brilhante dona “Boca de Fogo”: “Hei! O meu nome é Cu! Negundes!” (como ela diria e soprando os cabelinhos para cima), interpretada pela impagável e extraordinária, Elizabeth Savala, e que alimentam telespectadores com amor, esperança e alegria.

Nesta entrevista exclusiva, que o portal TV a Bordo tem a honra e o prazer de publicar, a paulistana Elizabeth Savala revela como foi o processo de construção da Cunegundes, que contou com a ajuda valiosa do diretor (e filho) Thiago Picchi, elogia o texto e a parceira de muitas obras com Walcyr Carrasco (das 14 novelas na Globo, Savala fez oito, veja no final) e, claro, como tem passado pelo isolamento social.

Senhoras e senhores, Elizabeth Savala:

A Cunegundes é uma personagem muito marcante em ‘Êta Mundo Bom!’. Como está sendo para você reviver essas cenas e essas memórias? Está recebendo retorno do público nas suas redes sociais?

entrevista Elizabeth Savala – Sim, a Cunegundes é um personagem muito marcante no ‘Êta Mundo Bom!’, é maravilhoso estar revendo agora essas cenas, principalmente, nesse momento de pandemia com todos em casa em confinamento. O sucesso da novela é impressionante. É muito bom rever um trabalho que você fez. Quando estamos no ar, normalmente não conseguimos assistir, mas depois que o tempo passa você consegue assistir como o público. A novela é muito divertida. O núcleo da Fazenda Dom Pedro II, das peripécias todas daquela família é comandado pela Cunegundes, que é um personagem fortíssimo. Está sendo muito divertido de ver. O retorno nas redes sociais é imenso! As pessoas falam muito tanto no Twitter quanto no Instagram. O que se formou de fãs-clubes é uma loucura! É interessante, né? Porque normalmente esses fãs acontecem quando você é mais jovem. Mas eles são jovens e adoram a personagem e vão atrás de tudo que eu fiz. A Cunegundes é um grande personagem! Acho que Walcyr Carrasco foi muito feliz nessa novela, assim como ele é em várias. Nós estamos com duas novelas no ar na verdade, né? Uma é no Viva!, a reprise de “Chocolate com Pimenta”, que estou conseguindo ver também. São duas histórias bem diferentes e engraçadas. O Walcyr sabe lidar com o humor e, ao mesmo tempo, com o sentimento das pessoas de uma forma bem interessante.

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Chamada de dona Boca de Fogo por quase todos, a personagem também é muito engraçada. Você se divertia fazendo? Como foi o processo de construção dela?

entrevista Elizabeth Savala – A gente se divertia muito fazendo. Quando o Jorginho Fernando (Jorge Fernando – diretor geral e artístico) me chamou para fazer a novela e eu conheci a Cunegundes, me apaixonei pela personagem. Mas, também, fiquei com medo porque era uma personagem muito forte, e ao mesmo tempo, descontraída. Tanto na forma física, quanto na coisa de falar do interior. Nós fizemos aula de preparação para fazer esse sotaque todos parecidos, como se tivéssemos nascido naquele lugar. Eu também pedi ajuda do Thiago Picchi, que por coincidência é meu filho, mas ele também é diretor e tem uma visão de direção bastante diferente. Ele me ajudou muito na construção da Cunegundes. Quando eu começava a exagerar, ele falava: “Olha lá, mãe, tá exagerando. Não é para fazer humor, ela é forte, as pessoas têm que acreditar”. Foi um trabalho que fizemos juntos e foi muito legal.

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Aliás, todo o núcleo da Fazenda D Pedro II é muito divertido e alegra o público em casa. Conte um pouco dos bastidores.

entrevista Elizabeth Savala  – O Jorginho estava muito criativo, como sempre, nesta novela (risos). Nós tivemos também outros ótimos diretores, como a Ana Paula Guimarães e o Marcelo Zambelli, e tínhamos uma equipe toda maravilhosa. Era um cenário difícil de gravar, porque era muita gente e a Cunegundes dominava a cena, ela que fazia as tramoias e tudo que acontecia. Era difícil, mas ao mesmo tempo a gente tinha uma relação muito boa. Com todos! A gente se dava muito bem, tinha um clima muito bom entre nós. E o nosso saudoso Flávio Migliaccio, que eu trabalhei tanto com ele em vários trabalhos, um amor de pessoa. Era muito divertido trabalhar ali… os dias que tinham muito banho de lama, muito chiqueiro, era muita loucura (risos).

‘Êta Mundo Bom!’ tem uma mensagem muito positiva, de esperança. Como você vê essa novela diante do momento que estamos vivendo? Acha que pode nos ajudar a passar por esse tempo mais difícil?

entrevista Elizabeth Savala  – Sim! O personagem do Guizé fala, né? “Tudo que acontece de ruim na vida da gente é para melhorar”. Eu acho que o Walcyr foi muito feliz nessa frase, que ele coloca no Candinho e acho que tem tudo a ver com esse momento que a gente está passando. E a novela vai além da fazenda, tinha também o núcleo da cidade. E a cidade é maravilhosa! É onde passam os bondes, as músicas são fantásticas, jazz, Nelson Gonçalves. E o texto maravilhoso do Walcyr Carrasco fazendo humor, em um horário que ele domina. O figurino é lindo. Enfim, há uma leveza nessa novela e é muito bom assistir!

Para finalizar, conte um pouco do que tem feito nessa quarentena. É dessas pessoas que estão fazendo mil atividades em casa ou está aproveitando o período para descansar? Quais atividades tem feito? Aprendeu algo novo na quarentena?

entrevista Elizabeth Savala – Meu marido faz parte do grupo de risco e estou há uns dois meses sem sair de casa, direto mesmo, sem sair para nada, nem supermercado, absolutamente nada. Tive que aprender a cozinhar, molhar as plantas… aliás, as plantas estão maravilhosas (risos), as orquídeas estão super floridas, as roseiras…

Novelas que Elizabeth Savala fez com Walcyr Carrasco: ‘A Padroeira’ (2001) – Imaculada, ‘Chocolate com Pimenta’ (2003) – Jezebel, ‘Alma Gêmea’ (2005) – Agnes, ‘Sete Pecados’ (2007) – Rebeca, ‘Caras & Bocas’ (2009) – Socorro, ‘Morde & Assopra’ (2011) – Minerva, ‘Amor à Vida’ (2013) – Márcia do Espírito Santo, e ‘Êta Mundo Bom!’ (2016) – Cunegundes.

Agradecimento especial à Mariana Meireles

Confira chamada de apresentação da personagem Cunegundes:

 

 

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