entrevista Rainer Cadete: “Acredito plenamente no poder revolucionário que o amor nos proporciona em todos os aspectos da nossa vida.”

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Rainer Cadete faz CHECK-IN no portal TV a Bordo

entrevista Rainer Cadete
foto João P Teles

por Warlen Pontes

Recém-saído de ‘Verdades Secretas’ como o espalhafatoso Visky, o brasiliense Rainer Cadete desembarcou em ‘Êta Mundo Bom!’ com um grande desafio, interpretar um mau caráter (quase) incurável. No decorrer da história, a forte imagem do “personal model” foi desconstruída e deu lugar a um homem redimido pelo amor, e se tornar um dos mais interessantes papéis criados por Walcyr Carrasco: “o (Celso) é um personagem pelo qual tenho muito carinho e respeito”, declara Rainer.

Em entrevista ao portal TV a Bordo, o ator elenca as suas cenas favoritas, revela o segredo do sucesso do folhetim que é cartaz do ‘Vale a Pena Ver de Novo’ e, também, sobre o que tem feito em meio à pandemia.

Senhoras e senhores, Rainer Cadete.

TV a Bordo – Antes de entrarmos nas perguntas sobre “Êta Mundo Bom!”, você esteve recentemente em ‘A Dona do Pedaço’, vivendo o Téo, quinto personagem criado pelo Walcyr Carrasco para você. Qual é o balanço que você faz sobre a novela? 

entrevista Rainer Cadete – Foi muito especial interpretar esse personagem que possibilitou jogar luz em um tema tão importante que é o relacionamento abusivo, uma problemática que afeta milhares de mulheres e muitos homens também.  Foi interessante observar a abordagem das pessoas nas ruas e acompanhar os comentários que chegavam até mim para alertar o Teo, e é exatamente isso que eu acho que temos que fazer ao presenciar uma situação ou observar um relacionamento abusivo, temos que alertar e tomar uma atitude, pois, muitas vezes, quem está dentro, não consegue enxergar ou está impotente com relação à situação.

TV a Bordo – e o que achou do final da trama?

entrevista Rainer Cadete – Já com relação ao final da trama, eu achei que foi sensacional. Walcyr Carrasco é um gênio da teledramaturgia. Um desfecho digno do sucesso que a novela fez surpreendente e inesperado e, com certeza, será inesquecível pra quem acompanhou a novela.

TV a Bordo – Quatro anos se passaram… Rainer, como recebeu a notícia da volta de ‘Êta Mundo Bom’? O que você tem ouvido falar dos seus amigos, colegas e do público, em geral, sobre a volta da novela? Quais são os comentários mais frequentes que você tem lido nas redes sociais?

entrevista Rainer Cadete – Com a reprise da novela eu voltei a receber um carinho imenso. Tenho recebido uma enxurrada de mensagens, vídeos e fotos de todos que estão assistindo à novela e que não perdem um capítulo. E isso tem sido tão prazeroso quanto da primeira vez que a trama foi exibida, e eu tento acompanhar tudo o que estão falando e postando, comentários sobre o quanto a novela proporciona um alívio para quem assiste, um respiro feliz! Um tempo dos noticiários sobre a atual pandemia mundial tão tristes de acompanhar.

TV a Bordo – O Celso é um personagem mau caráter, cúmplice das artimanhas de sua irmã, a Sandra (Flávia Alessandra), mas no decorrer da história, devido ao amor que tem por Maria (Bianca Bin), passa a ter novas atitudes. Você acredita que o amor pode mudar o caráter de um homem? Como construiu essa personagem e qual é a importância dela em sua carreira?

entrevista Rainer Cadete – O Celso teve um lindo processo de transformação a partir do momento em que descobriu o amor, e eu acredito nisso plenamente, no poder revolucionário que o amor nos proporciona em todos os aspectos da nossa vida. Entre o último capítulo de ‘Verdades Secretas’, onde interpretei o Visky, e a primeira gravação de ‘Êta Mundo Bom!’, passou apenas um mês, que foi uma preparação relativamente rápida. Foi bem interessante, porque era um personagem que ia se descobrindo e, ao mesmo tempo, me possibilitou desconstruir toda a impressão forte que o Visky causou. Assim como todos os outros que interpretei, esse é um personagem pelo qual tenho muito carinho e respeito.

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TV a Bordo – Se você fosse eleger um top 3 das melhores cenas do Celso em ‘Êta Mundo Bom’, como seria?

entrevista Rainer Cadete – Top 1 – Quando descobriu que a Maria estava grávida. (Spoiler) hehehe. Top 2Quando ele decidiu assumir a filha da Maria. Top 3 – Quando ele abriu mão do golpe com a Sandra e se juntou a Titia (Eliane Giardini) (foto abaixo). Mas todas as cenas dele dançando também eram bem legais.

entrevista Rainer Cadete
foto Globoplay

TV a Bordo – Rainer, ‘Êta Mundo Bom’ tem novamente conquistado o público e registrado alta audiência. Em sua opinião, qual é o grande trunfo do folhetim de Walcyr Carrasco?

entrevista Rainer Cadete – É um clássico melodrama com uma roupagem caipira e com uma mensagem otimista, e mensagens otimistas são sempre boas de serem ouvidas. Então, eu acho que clássico não é clássico, à toa, pois tem todos os elementos que tornam aquilo gostoso de ver, e o Walcyr Carrasco é um grande mestre nesses temas.

entrevista Rainer Cadete
foto Instagram

TV a Bordo – Mudando de assunto, o que tem feito nesses dias de isolamento? O que de transformador tem acontecido durante esse período?

entrevista Rainer Cadete – Essa quarentena tem sido um processo muito intenso, em todos os sentidos da minha vida. Eu tenho feito muita terapia, aproveitado para realizar um mergulho de reflexão profundo nesse momento tão delicado. Estou aproveitando também para colocar em prática projetos que eu sempre quis fazer, mas que nunca tive tempo de me dedicar, como, por exemplo, aulas de dança, canto, inglês, e até aulas de violão e piano eu tenho feito. Fiz também encontros de leitura de textos teatrais, apresentei a peça “O Louco e a Camisa”, em uma plataforma híbrida entre teatro e audiovisual.  Antes da pandemia estávamos em turnê pelo interior de São Paulo, mas que teve suas apresentações suspensas. Também tenho me dedicado à cozinha, testando novas receitas e agora tenho uma horta em casa (foto), algo que eu nunca tive tempo de fazer. Por isso, acredito que tem sido um processo onde estou me reinventando a cada dia. Tenho lido bastantes livros, inclusive, agora estou lendo Literatura Russa, que estou adorando! Um dia de cada vez, trabalhando o autoconhecimento e podendo estar mais perto do meu filho. Estamos passando essa quarentena juntos, então, estamos com tempo de desenvolver a nossa relação de pai e filho.

TV a Bordo – Para finalizar, qual é a mensagem que você deixa para as pessoas neste momento tão difícil?

entrevista Rainer Cadete – Essa pandemia tem levado muitas pessoas. Futuros promissores, amores …. pai, mãe, filho, ídolos, avós… etc… Deixou muito evidente os abismos sociais que existem na nossa sociedade, os preconceitos estruturais que a gente enfrenta diariamente estão gritando e a gente precisa ter um olhar social, trabalhar a empatia mais do que nunca. Pensar mais nos outros e cobrar dos nossos políticos políticas públicas, ações e posturas que representem o nosso país e o todo esse lindo e diversificado povo brasileiro. Sou uma pessoa otimista, não no sentido de estar sempre sorrindo, mas de saber que isso tudo vai passar, pois a nossa humanidade já passou por momentos bem desastrosos e até mesmo catastróficos. Vamos nos manter sóbrios, cuidar do corpo e da mente pra poder resistir e fazer a diferença, nunca se esquecendo que somos almas em evolução.

Agradecimento especial à Mariana Meireles

Entrevista com Rainer Cadete para ‘A Dona do Pedaço’:

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