‘Repórter Record Investigação’: Adriana Araújo denuncia exploração em lavouras de sisal no Nordeste

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Adriana Araújo apresenta sua primeira reportagem no jornalístico com denúncia de exploração em lavouras de sisal do Nordeste

Adriana Araújo denuncia exploração em lavouras de sisal no Nordeste
foto divulgação

Programa desta quinta-feira, 06/08, mostra a situação degradante de adultos e crianças no cultivo da planta que serve de matéria-prima para cordas

Nesta quinta-feira, 06 de agosto, a nova apresentadora do Repórter Record Investigação, Adriana Araújo, estreia também como repórter da atração. No terceiro programa da atual temporada,  junto com a equipe do programa, ela viaja até o semiárido nordestino para mostrar o trabalho desumano de adultos e crianças nas lavouras de sisal, planta que serve de matéria-prima para produção de cordas, chapéus e tapetes.

Durante 12 dias, a apresentadora, Laura Ferla e Gilson Fredy acompanham de perto a triste realidade desses brasileiros. A edição é de Mariana Ferrari.

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Eles trabalham sem descanso até a exaustão para ganhar metade de um salário mínimo por mês. Muitos contam com a ajuda dos filhos pequenos para completar a renda da família e escapar da miséria. Outros vivem como nômades, de cidade em cidade, em busca de algum função para ganhar dinheiro e sobreviver. Os repórteres se deparam com trabalhadores sem registro em carteira, alguns vítimas de graves acidentes de trabalho, outros mutilados.

Miga

Miga começou a trabalhar nos campos de sisal com apenas sete anos. “Trabalho mais de 12 horas por dia. Eu acho que é escravidão, eu me sinto escravizado”, desabafa.

13 anos

As crianças também carregam um fardo pesado nos campos. Os pais são obrigados a levar os filhos para as plantações porque precisam aumentar a renda da família no final do mês. “Recolho todas as folhas cortadas pela minha mãe, depois levo a carga para o jegue”, conta uma jovem de 13 anos.

Jailton e Diodato

Jailton e Diodato tiveram as mãos decepadas nas lavouras de sisal. “Eu tinha 15 anos quando a máquina cortou meu braço”, conta Diodato. Aos 43 anos, Jailton ainda trabalha mesmo após ter perdido a mão esquerda ao manusear o motor.

R$ 70 por semana

E depois de uma semana longa e desgastante, os lavradores esperam, sentados no chão, para receber salário. São R$ 70 por semana. Por mês, menos de R$ 300. E é com esse dinheiro que eles sofrem a angústia de ter que sustentar a família.

Repórter Record Investigação

O Repórter Record Investigação desta quinta-feira (06 de agosto), apresentado por Adriana Araújo, vai ao ar as 22h30.

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