entrevista Miguel Nader: “A fidelidade e a paixão do público por ‘Amor Sem Igual’ acabam me envolvendo também.”

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Miguel Nader faz CHECK-IN no portal TVaBordo

entrevista Miguel Nader
foto Chahestian

por Jesus Bassani e Warlen Pontes

A entrada do personagem Duplex, em ‘Amor Sem Igual’, trama da Record TV exibida de segunda a sexta-feira, era para ser de apenas seis capítulos, com se diz na televisão, uma participação especial, mas o talento inegável aliado ao carisma gigante do ator multifacetário Miguel Nader, encantou a autora Cristiane Fridman e, claro, o público da novela dirigida por Rudi Lagemann.

Nesta entrevista ao portal TV a Bordo, com perguntas elaboradas por Jesus Bassani (veja link do seu canal no YouTube ao final), Miguel fala das reviravoltas de ‘Amor Sem Igual’, dos mistérios que envolvem o folhetim e suas personagens e, também, como conseguiu participar de quatro produções, “ao mesmo tempo”, em três diferentes canais… vai querer saber dessa história direito? Então, acompanhe, a seguir.

Senhoras e senhores, Miguel Nader:

TVaBordo – Em uma recente entrevista, a Dani Moreno que interpreta a Furacão, revelou que o casal formado por ela e o seu personagem Duplex, não estava previsto para acontecer, foi algo natural, quando a autora Cristianne Fridmann viu os dois em cena, não teve dúvidas em trabalhar essa história de amor. Poderia dar a sua versão de como tudo isso aconteceu?

Miguel Nader – O Duplex era só uma participação em uns seis capítulos, do 13 ao 19. Sendo que a direção e a autora gostaram da química entre a Furacão e o Duplex. E o que foi mais legal, muito legal, pelo menos o que chegou aos meus ouvidos, foi que a autora disse: “Toda vez que estou escrevendo a novela, o Duplex me chama pra escrever pra ele”. Eu até pensei que lega!, e tal, mas, de repente, tão falando isso pra me agradar. Mas não, realmente foi verdade. Ela começou a pesar a caneta, escrever muito pro personagem. O personagem cresceu de uma forma que ninguém esperava. Eu virei o noivo da Furacão (Dani Moreno), amigo da Poderosa (Day Mesquita) e do Miguel (Rafael Sardão), que são os protagonistas… amigo assim de confiança, de estar sempre junto. O homem amigo pra contar com as coisas. Outra coisa bem legal era sobre o Caio (Henrique Camargo), filho da Furacão. Em um determinado momento da história, ele morreria de overdose decepcionado por não conseguir o contrato no futebol, ficaria frustrado pela vida que leva e de ter a mãe como prostituta. Ele começaria a usar drogas e morreria de overdose. E com a entrada do Duplex, isso foi descartado. Muito legal isso!

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TVaBordo – Com a pausa da novela, muitas teorias começam a ser levantadas, ainda mais com o chamada bombástica da continuação de Amor sem Igual. Com isso, acabou surgindo a teoria de que o Duplex, na verdade, seria um policial disfarçado. O que você acha sobre isso e sobre a criação de teorias? Você gosta de acompanhar o que os fãs especulam?

Miguel Nader – Ah, sobre as especulações acho sensacionais! O Duplex poderia ser tudo, né? A novela terá muitas surpresas, muitas reviravoltas, as pessoas vão ser pegas de surpresas literalmente, com algumas reações, mudanças de alguns personagens. Mas o Duplex assim, eu vibro, né? Isso me leva também a viajar junto com o público. Saiu uma, que achei bem interessante: “Bem que o Duplex poderia assumir a segurança da escolinha de futebol, da empresa Brás Talentos Esportivos, no lugar do Bernardo (Heitor Martinez)”. Eu adorei essa ideia! Nunca tinha me passado pela cabeça. Fiquei na torcida e estou na torcida. Quem sabe isso não pode acontecer? Eu me amarro! É muito legal quando o público viaja na história e é um público muito fiel dessa novela. Isso me espantou muito, um público muito fiel, muito cativo e eles são apaixonados verdadeiramente pela história e, claro, isso nos envolve também.

TVaBordo – Como você acha que o Delegado Fonseca será desmascarado? Afinal, ele faz tudo o que o Tobias manda, com isso, atrapalhando todas as investigações. Inclusive, te prender por algo que o Bernardo fez, naquele ocorrido na Brás, onde aconteceu o disparo na Vânia em uma luta corporal entre o vilão e o Duplex.

Miguel Nader – Sobre o delegado, não existe crime perfeito, as pessoas deixam pistas, né? E uma hora vai ser pego, não tem como. O mal nunca vence, o bem sempre vence. Então, eu não duvido, não tenho dúvidas que ele será pego sim, até porque ele está envolvido com um grupo muito ruim. E essas pessoas acabam entregando um ao outro quando são pegas, eu acredito nisso. Se a corda apertar, eles acabam entregando. E sobra pra todo mundo, ninguém fica impune. Eu acredito que isso vai acontecer, ele vai deixar um vacilo, alguém vai pegar, porque não tem só ele de polícia, não tem só ele de delegado, existem outros, existem profissionais acima, até dele, e tem sempre alguém atento. Não sei, não li. Porque no núcleo não tem muito a ver comigo. Não gosto de ler pra eu ser pego também de surpresa, pra eu me envolver na história ao assistir.

entrevista Miguel Nader
foto Blad Menghel / Dani Moreno, Henrique Camargo e Miguel Nader

TVaBordo – O Duplex, após conhecer a Furacão, também criou um grande carinho pelo Caio. O menino, que tem o sonho de ser um jogador de futebol, viu o sonho do contrato para um time da Europa ir embora após o Peppe ter sido o escolhido. Mas, após o roubo do rim do Peppe, que foi plano do Ramiro, muita coisa mudou. Caso o Caio consiga o contrato, se tornando um jogador rico e famoso, você acha que ele ia esquecer do Duplex e da Furacão não os ajudando financeiramente? Ou o Caio tem um bom coração?

Miguel Nader – Ah, o Duplex, né… O nome dele é Willian. O Duplex foi todo construído, a minha referência, eu tinha pouquíssimas referências, porque eu cheguei pra fazer uma participação, não tinha sinopse, não tinha nada, cheguei no susto. E o mais legal, Jesus Bassani, foi que, na semana que eu “fechei”, eu já fiz a caracterização e já comecei a gravar. Fui um dos primeiros a gravar, porque o único cenário pronto era o conjugado da Furacão. Eu passei um sábado e um domingo inteiro, de manhã até a noite gravando, cenas e mais cenas. Então, eu não tive muito tempo de preparo de personagem, nem nada. Qual foi minha intuição? Do nada, fui ver o que significava Willian. E significa: protetor destemido, aquele que tem prazer em proteger. Então, esse é o caminho do Duplex, aquele que protege, aquele que guarda os seus. E o cara que guarda os seus, que protege, não é só proteger de violência, é no todo. É um cara que tá em casa, faz questão de fazer a comida, de limpar o chão, de proteger, de ser amigo, de ser ouvido, de conversar, de dialogar, de entender o lado, de aconselhar. E esse foi o caminho do duplex. Então, mediante a isso, não tinha como ele não ter um grande carinho pelo Caio, até porque, ele é apaixonado pela mãe. Por isso, a gente fala do amor sem igual, é uma novela que a gente não olha pro rótulo, não olha ali que ela é uma prostituta, mas não vendo a prostituta, eu vejo quem tá por trás da prostituta, que é a Berenice, uma excelente pessoa. Eu não tô olhando pra profissão dela, por isso que é um amor sem igual, porque ele supera os pré-conceitos. E o Caio, já de cara, muito carinho. Eu até cheguei a pensar no início: “Será que o Duplex é o pai do Caio?”. Na mesma hora que pensei, descartei. Porque o Duplex era um cara tão bom caráter, que ele nunca, nunca, abandonaria o filho, em hipótese alguma! E a gente criou, eu com o Henrique Camargo, que faz o Caio, meio de cara já quis criar essa amizade, independente da autora escrever ou não (e acabou escrevendo), essa amizade, essa parceria, essa fidelidade, esse carinho. Tanto que, em momento nenhum, está escrito amigo, e eu coloco: “Ô meu amigo, você sabe que eu gosto de você, meu amigo”. A palavra amigo a gente falava o tempo inteiro pra ficar muito forte e não tinha nada disso no texto. E a gente trazia isso toda hora à tona. E ele me chamava de “Duplexzão”. A gente foi criando essa afinidade. E sobre o Caio vencer na vida e conseguir o contrato, ficar famoso, ajudar financeiramente… Pode ser, a gente nunca sabe, né? Mas pela criação dele, foi criado com muito amor, muita dedicação, né? É o amor da mãe, que mesmo com toda falta de recursos, de tudo, mas ela deu educação, ela deu muito amor, ela deu a sua vida pelo filho, no bom sentido. O Duplex também muito amoroso, sempre, ali do lado dele, pro que desse e viesse, mesmo eles não tendo dinheiro, mas eles tinham o principal que é amor, paixão… estão juntos. A gente é família, cuidado. Então, acho difícil o Caio, tendo todo esse exemplo, errar o caminho. Eu acho que se ele se der bem, ele vai levar os seus juntos, e não tenho dúvida disso, porque tenho um exemplo em casa. Acredito muito nisso.

TVaBordo – Para encerrar, em 2019, você realizou um grande feito: participou de quatro novelas em três emissoras diferentes: Globo, Record TV e SBT. Você consegue mensurar, ter ideia, a noção, que o seu perfil de ator, o tipo de personagem, o papel que geralmente faz, é muito requisitado e você é a referência nele? Isso, ainda, sem mencionar os diversos filmes feitos também.

Miguel Nader – 2019 foi uma grande surpresa pra mim! Nem eu esperava essas coincidências todas, novelas inéditas e transitei pelas três maiores emissoras, as que fazem dramaturgia, com bons personagens, diga-se de passagem, isso é muito legal frisar. Eu sou muito dedicado, comprometido, sério, só que… Eu procuro me dedicar muito, como posso dizer… Uma vez, eu peguei cinco trabalhos ao mesmo tempo, e bateu muito. Dois trabalhos eu não consegui conciliar. E eram dois trabalhos grandes, grandes mesmo! Falaram que eu tinha que escolher um, porque não deu. Eles tentaram ajeitar a agenda e não conseguiram. Me colocaram contra a parede: “Miguel, você vai ter que escolher, não vai dar pra você fazer os dois”. Me deram opção ainda de escolher. Fiquei assim: “Caramba! Sou eu Miguel? Eles estão me dando opção de escolher?”. E eu optei por um trabalho, que eu trabalharia muito mais e ganharia até menos do que o outro projeto. Mas eu vi que ali ia me tirar da zona de conforto e ia me levar pra outro lugar de construção de personagem, até do olhar do público pra mim, iam olhar pra mim com outros olhos. E quando eu bati o martelo, que vou fazer a série, o diretor veio e falou assim: “Muito obrigado por ficar com a gente, porque eu só tinha você em mente”. Eu não acreditei quando ouvi aquilo, porque a gente vê tantas pessoas no mercado, vários atores no mercado e ele falar que não tinha outra opção, que só pensava em mim pra aquele papel. Eu achei isso muito legal porque ele levantou ainda mais a minha autoestima, não me projetou, não me tirou do chão, mas “caraca”, acho que no caminho certo e tenho que continuar fazer meu trabalho sério. Isso é muito bom. Saber que as pessoas me respeitam, gostam de mim, que não sou um ator famoso, mas minha carreira é de sucesso, é bem-sucedida. Eu sempre tracei isso pra mim, não quero fama, não quero oba-oba, quero uma carreira bem-sucedida. Quero ter uma vida que: “apagou o holofote, acabou, corta!”. Eu ter minha vida normal, um cara que anda normal na rua, que vai ao mercado, que fala com todo mundo normal, mas ter uma carreira bem-sucedida. Respeitado no meio, querido no meio, não falta ao trabalho, isso sim, sempre foi meu foco. Eu fico feliz quando vejo isso acontecendo, sem me deslumbrar, porque são muitos anos na estrada, pra quem vem muito do zero, a gente sabe a nossa realidade, mas é muito bom ver esse retorno sim, e na prática.

Assine o canal de JESUS BASSANI no YouTube e saiba tudo o que vai acontecer em ‘Amor Sem Igual’:

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