‘Laços de Família’: Deborah Secco e Lilia Cabral comentam sequência icônica

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Deborah Secco e Lilia Cabral: sequência vai ao ar nesta segunda, dia 21, as tensas e emocionantes cenas da morte de Ingrid, personagem de Lilia Cabral

'Laços de Família': Deborah Secco e Lilia Cabral comentam sequência icônica
Lilia Cabral, Paulo Vespúcio, Deborah Secco (Ingrid, assaltante, Íris) foto divulgação TV Globo

‘Laços de Família’ é repleta de cenas que ficaram eternizadas na lembrança do público. Uma delas é a morte de Ingrid (Lilia Cabral), que acontece após a viúva de Aléssio (Fernando Torres) e a filha Íris (Deborah Secco) serem feitas de reféns numa loja de conveniência. O bandido ameaça a vida de Íris e, para proteger a jovem, Ingrid acaba levando um tiro no peito. Há vinte anos, a sequência da tragédia foi gravada em um posto de gasolina da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, atraindo muitos olhares curiosos. Deborah Secco conta que lembra de detalhes das gravações até hoje e por muitos anos guardou o macacão que sua personagem usava em cena. “Toda a sequência foi de muita emoção, tensão e entrega, lembro como se fosse ontem, paramos a Lagoa Rodrigo de Freitas para gravar, foi incrível”, revela a atriz.

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Na época, os telespectadores lamentaram a precoce morte de Ingrid e a saída de Lilia Cabral da trama, mas a atriz ressalta que teve uma função muito importante na história. “Até hoje ninguém esqueceu a morte do Aléssio (Fernando Torres) e da Ingrid. Foi muito bom ter feito essa novela. Eu e Deborah tivemos lindas cenas de mãe e filha juntas. Estávamos diante de um texto e de uma direção magistrais”, relembra Lilia. Em entrevista abaixo, as atrizes falam um pouco mais sobre a sequência e o trabalho em ‘Laços de Família’.

‘Vale a Pena Ver de Novo’ e ‘Laços de Família’

Exibida no ‘Vale a Pena Ver de Novo’, ‘Laços de Família’ é escrita por Manoel Carlos, com direção geral e de núcleo de Ricardo Waddington.

Deborah Secco e Lilia Cabral

Entrevista com Lilia Cabral

O que o trabalho em ‘Laços de Família’ representa na sua carreira?
‘Laços de Família’ é uma trama com muitas nuances e características marcantes, o Maneco sempre foi um cronista da época em que vivemos, e a história principal de mãe e filha, entre as personagens de Vera Fischer e Carolina Dieckmann, gerava situações que circulavam em torno da mesma família, ramificações, e eu era casada com o pai da Helena, o Aléssio, vivido pelo maravilhoso Fernando Torres. Tive cenas muito importantes dentro do núcleo dessa família.

Qual a lembrança mais marcante que a novela deixou em você?
Essa novela para mim foi muito importante por ter convivido quase três meses com o Fernando Torres, que era um grande ator, diretor, uma grande pessoa. Até hoje eu me lembro das conversas com ele, da cultura que ele tinha, da forma de encarar a profissão e as histórias que ele contava tinham muitos ensinamentos. O sonho de todo ator é trabalhar com um grande profissional e eu realizei trabalhando com o Fernando.

Na época o público reclamou bastante da saída de sua personagem da trama. Como foi para você?
Eu cumpri uma função importante na história, até hoje ninguém esqueceu da morte do Aléssio (Fernando Torres) e nem da Ingrid. Foi muito bom ter feito essa novela. Eu e a Deborah Secco tivemos lindas cenas de mãe e filha juntas. Era muito interessante fazer as cenas porque em alguns momentos elas se compreendiam e em outros não conseguiam se entender. Estávamos diante de um texto e de uma direção magistrais.

Você tem assistido a novela no Vale a Pena Ver de Novo?
‘Laços de Família’ me traz bons motivos para assistir novamente, tinha muita gente começando e crescendo na profissão, foram belas interpretações, belos diálogos. Para mim valeu muito a pena ter feito essa novela. Adorava a maneira de trabalhar do Ricardo Waddington, e o Papinha (Rogério Gomes), com quem já fiz alguns trabalhos, como ‘A Força do Querer’, eu conheci nessa novela, ele dirigia muito o meu cenário. Serei sempre agradecida a eles e ao Maneco, que é muito especial na minha vida e carreira.

Entrevista Deborah Secco

Qual sua cena preferida na pele de Íris?
Íris foi uma personagem de muitas cenas boas, é muito difícil eleger só uma, tem a cena em que ela escreve Judas no espelho para provocar a Camila (Carolina Dieckmann), os embates com a Camila, a morte do pai, mas a morte da mãe sem dúvida está entre as melhores. Toda a sequência do sequestro foi de muita emoção, tensão e entrega. Lembro como se fosse ontem, paramos a Lagoa Rodrigo de Freitas para gravar, foi incrível.

Alguns atores da trama contam que guardam pertences do personagem até hoje, de tão importantes que foram para a carreira. Você tem algo da Íris?
Por muitos anos eu guardei o macacão vermelho e branco que a Íris usou nas cenas da morte da mãe. Depois eu acabei doando o macacão, e hoje sou péssima em guardar lembranças dos meus trabalhos, nem fotos!

Íris é a grande pedra no sapato da Camila. Como você avalia hoje o julgamento que sua personagem faz da relação entre Camila e Edu (Reynaldo Gianecchini)?
Hoje temos o entendimento de que a Camila não era a única errada nessa situação, o Edu errou muito também. Os dois juntos erraram muito, ela por errar com a mãe e ele por se envolver com a filha da mulher que estava namorando. Eles poderiam ter tentado conversar com a Helena antes, se entenderem, realmente a Camila foi uma Judas! (risos).

Como era sua parceria com a Carolina Dieckmann, com quem gravou cenas tão fortes?
Eu e a Carol éramos muito amigas antes da novela, éramos vizinhas, fizemos ‘Confissões de Adolescente’ juntas no teatro e também tivemos uma parceria grande na novela Vira Lata, exibida quatro anos antes, em 1996. Então a gente ficava muito à vontade em cena, éramos muito felizes fazendo a novela.

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