‘Mestre do Sabor’ apresentadores e chefs contam expectativas para estreia

0

Claude Troisgrois e Batista falam sobre a expectativa para a estreia da terceira temporada do ‘Mestre do Sabor’

'Mestre do Sabor' apresentadores e chefs contam expectativas para estreia
foto João Cotta

Paixão pela cozinha, técnica, criatividade, paciência. O que é preciso para ser um ‘Mestre do Sabor’? Os mestres Kátia Barbosa, Leo Paixão e Rafa Costa e Silva dão algumas dicas

O que faz de um profissional de gastronomia um verdadeiro ‘Mestre do Sabor’? A poucos dias da estreia da terceira temporada do reality culinário, marcada para esta quinta-feira, dia 06, na TV Globo e para o dia 07 de maio, no GNT, o apresentador Claude Troisgros e seu fiel escudeiro Batista opinam sobre os desafios da competição que reúne receitas criativas e saborosas a partir de ingredientes simples, diferentes técnicas culinárias e histórias de vida inspiradoras.

LEIA TAMBÉM

Final do ‘BBB21’ impulsiona madrugada e Globo bate recordes de audiência

18 chefs

Com direção artística de LP Simonetti e direção geral de Aída Silva, a terceira temporada de ‘Mestre do Sabor’ vai selecionar 18 chefs profissionais, que irão mostrar suas habilidades em sete fases da disputa: Prato de Entrada; Na Pressão; Duelos; Repescagem; Na Peneira; Semifinal; e Final. Eles estarão divididos em três times, que serão comandados pelos mestres Kátia Barbosa, Leo Paixão e Rafa Costa e Silva. Quatro finalistas participarão da final ao vivo, prevista para julho, e o grande vencedor receberá o prêmio de R$ 250 mil, além do título de ‘Mestre do Sabor’.

Claude Troisgros e Batista

No comando da atração desde a primeira temporada, o chef Claude Troisgros afirma que, a cada edição, a disputa fica ainda mais acirrada por conta da qualidade técnica dos participantes. “Quando falamos de terceira temporada, significa que os competidores que estão entrando no ‘Mestre do Sabor’ já viram as duas edições anteriores e se preparam, de alguma maneira, considerando o perfil do programa. Eles entram com muita força, sabedoria e treinamento”, avalia. Batista, fiel escudeiro de Claude na TV e fora dela, reforça o valor dos ingredientes presentes na competição e a habilidade dos participantes em usá-los de diferentes formas na preparação dos pratos. “O programa permite mostrar para o público que é possível cozinhar e fazer grandes receitas com ingredientes do dia a dia do brasileiro. Acho que isso vem encantando as pessoas, e esta temporada terá participantes de muitas regiões querendo mostrar o que cada uma delas tem de melhor”, aposta.

Nas entrevistas abaixo, eles contam um pouco mais sobre suas expectativas para a competição. Confira:

Entrevista com Claude Troisgros e Batista

Qual é a expectativa para a terceira temporada de ‘Mestre do Sabor’?
Claude Troisgros – É sempre alta, principalmente numa terceira temporada, quando os participantes já têm uma noção do que podem esperar considerando as duas primeiras edições. Eles entram no programa preparados e dispostos a dar o melhor para ganhar a disputa. Os desafios nesta temporada aumentaram para despertar e estimular a criatividade e a concentração deles.

Batista – Mostrar para o público que é possível cozinhar e fazer grandes receitas com ingredientes do dia a dia do brasileiro. Acho que isso vem encantando as pessoas e essa temporada terá participantes de muitas regiões querendo mostrar o que cada lugar tem de melhor.

Na sua opinião, o que faz do ‘Mestre do Sabor’ um programa especial?
CT – O ‘Mestre do Sabor’ valoriza os cozinheiros, os pequenos produtores e a gastronomia brasileira com carinho e elegância.

Batista – A valorização da cozinha brasileira com sofisticação e, ao mesmo tempo, de forma simples.

Na sua opinião, o que torna um profissional de gastronomia em um verdadeiro ‘Mestre do Sabor’?
CT – O que torna um profissional de gastronomia em um verdadeiro ‘Mestre do Sabor’ é talento, Savoir Faire (técnica), trabalho e sorte. Tudo isso junto.

Batista – A primeira coisa é saber temperar. Não se vai para frente na cozinha sem isso. Depois, é dominar a tradição e saber combiná-la com modernidade. Acho que é isso.

Vocês estão à frente do programa desde o início. Quais são os desafios e conquistas a cada temporada?
CT – Eu e Batista estamos cada vez mais afinados como apresentadores do programa. Esta temporada está forte em técnicas, e o desafio é sempre valorizar o que temos de melhor na nossa profissão no Brasil.

Batista – O desafio é surpreender sempre o público com novas provas e fazer os chefs mostrarem do que são capazes, chegando a uma entrega total. A maior conquista é ver cozinhas regionais, como da Paraíba, onde nasci, tão bem representadas.

O que o público pode esperar da terceira temporada de Mestre do Sabor?
CT – O público pode esperar emoção, drama, alegria, humor e muito sabor.

Batista – O público pode esperar muita emoção e surpresas nesta terceira temporada de ‘Mestre do Sabor’.

Nas entrevistas abaixo, os mestres Kátia, Leo e Rafa dão dicas, contam sobre suas expectativas e falam sobre o entusiasmo em participar de mais uma temporada. Confira:

Entrevista com os mestres Kátia Barbosa, Leo Paixão e Rafa Costa e Silva

Qual é a expectativa para a terceira temporada de ‘Mestre do Sabor’?

Kátia Barbosa – Eu sempre crio um monte de expectativas. Acho que, nesta temporada, podemos esperar muita comida brasileira, muitas novidades. Os participantes pesquisam ingredientes da culinária do nosso país. Então, acho que vai ser muito legal e vai fazer com que brasileiro conheça um pouco mais do Brasil.

Leo Paixão – Estou feliz! Hoje, a gente se envolve mais com a culinária, com os processos todos. Eu tenho um pouco mais de intimidade com a TV, com as câmeras, fico mais confortável em me soltar um pouco mais. Tento sempre fazer uma piadinha aqui, outra ali, juntar a turma. Ficamos tão envolvidos com o programa que só se fala em cozinha, comida. E, na verdade, o que a gente faz aqui é entretenimento, e este é meu objetivo principal, da melhor forma possível, sempre mostrando a melhor comida possível. E, claro, a gente se diverte muito!

Rafa Costa e Silva – Estou bastante animado. Eu adoro o programa e adorei a experiência do ano passado. Essa será minha segunda temporada como Mestre, e agora eu já conheço bem como funciona o programa, conheço meus colegas e vou com tudo.

Fale um pouco sobre o equilíbrio entre a emoção e a competição, por favor.

Kátia Barbosa – Eu (já) tenho um instinto maternal bem forte. Para mim, é muito fácil. Nas observações que faço aos participantes, eu falo como se estivesse falando com as minhas filhas. Quero o bem deles. O que eu sempre digo é que meu papel nesse trabalho está muito definido: não é ganhar exatamente, mas levá-los até a final. É preciso que, de vez em quando, a gente chame eles para o chão. Para que possam seguir em frente e se organizem. Porque uma bancada desorganizada é a pior coisa que tem para um cozinheiro, fica sempre muito mal visto. Eu estou sempre batendo na mesma tecla: eu quero bancada limpa. Quando está tudo limpo, você se organiza, quando está aquele caos, você não sabe muito bem o que fazer. Eu dou uns puxõezinhos de orelha. É como o puxão de orelha para um filho que deixa armário desorganizado. Mas, no final, fica bem claro isso, porque ao mesmo tempo que a gente dá o puxão de orelha, a gente abraça, dá carinho, dá aquele apoio para o cara seguir em frente com coragem.

Leo Paixão – Gosto de brincar que não é amor, é paixão pela culinária, um trocadilho com meu nome (risos). Cozinho desde criança e, como mineiro, a cozinha é uma coisa que faz parte da minha família. A gente sempre se reunia na cozinha, avô e avó cozinhando, minhas tias e mãe participando, minha bisavó era cozinheira e misturava um pouco da comida italiana na cozinha mineira. Sempre foi um momento muito alegre o de produção da comida. Quando eu era criança, eu morava com meu avô (tinha uns 8 anos quando meus pais se separaram), e ele passava o fim de semana fazendo massa. Eu preparava macarrão com ele e era mágico. A cozinha tem a capacidade de transformar e é muito imediatamente: pega farinha, pega ovo, sai um macarrão, com vários cortes diferentes. O elemento transformador da cozinha se estende para a nossa vida também, ela transforma muito a vida de quem cozinha – profissionalmente, principalmente. A gente vive, respira isso. Falo que cozinha não é uma profissão, é mais uma religião pra gente. Sou muito entusiasmado com a cozinha do ‘Mestre do Sabor’, me divirto muito, principalmente quando estou dentro da cozinha com a minha equipe, solto, com um monte de gente tendo ideias diferentes e eu tentando “arrebanhá-las”, dando as minhas também para poder direcioná-los a algum caminho. Como mentor de uma equipe, tento fazer com que eles compreendam o jogo. É muito diferente o ambiente da competição e a realidade de uma cozinha. Em ‘Mestre do Sabor, a gente sempre trabalha contra o relógio, e muitos processos culinários mais sofisticados precisam de muito tempo. Fico muito entusiasmado com o tanto de coisa legal que tem no programa. Tem muito sentimento, muita emoção, muita história envolvida com a gastronomia brasileira, com a história de vida de cada um. A gente sempre dá uma choradinha, também, com os convidados que vêm apresentar alguma coisa. É sempre muito bonito, muito emocionante, totalmente envolvente. Durante as gravações, isso aqui passa a ser nossa vida, e a gente só respira, só vive e só fala sobre isso enquanto está aqui.

E o que o público pode esperar de você, Kátia, nessa terceira temporada?

Kátia Barbosa – Não consigo ser uma pessoa muito diferente do que eu já sou. O público pode esperar a Kátia de sempre, a mãezona que briga, que vibra. Não é a pessoa mais competitiva do mundo, mas é a pessoa que quer que esses chefs se deem bem. Sou a ‘Katita’ de sempre.

Em uma palavra, como deve ser a postura do time Leo na cozinha?

Leo Paixão – Equilíbrio. Esse é o principal na cozinha – e talvez na vida. É o equilíbrio. Tentar trabalhar com precisão, com controle, mas, ao final, entregar algo equilibrado.

Considerando os anos anteriores, qual o principal desafio para montar o time nessa temporada?

Kátia Barbosa – Eu sempre tenho por base o sabor. Às vezes, você vê um prato e pensa: está tudo errado. ‘A’ não combina com ‘B’, que não combina com ‘C’. Mas, mesmo todos os elementos separados, eram de muito boa qualidade, você entendia que tinha técnica ali. O nosso trabalho aqui, de fato, é de organizar o pensamento. Sabor e técnica são fundamentais. Eu costumo dizer que comida é tesão, é amor que você descobre na primeira garfada. Não precisa de muita coisa. Quando tem isso, quando tem essa verdade, essa personalidade na comida, é a comida que eu gosto, a comida que eu quero ajeitar ali para fazer um trabalho bonito.

Rafa Costa e Silva – Como cozinheiro, estamos sempre buscando a perfeição, mas chegar ao prato perfeito ou ao time perfeito nós sabemos que é impossível, nunca estamos satisfeitos. Mas, para que possamos montar um time muito bom, primeiro temos que lidar com a emoção de cada um. Participar de um programa nacional, em que você dá visibilidade para seu trabalho, realmente é um desafio que mexe com as pessoas. Então, ajudar os participantes a lidar com a emoção e focar no profissional para extrair seu melhor e aperfeiçoar suas técnicas, em tão pouco tempo, com certeza é nosso maior desafio. Eu sempre foco no sabor, nunca na estratégia.

Como é a troca entre os chefs?

Kátia Barbosa – O relacionamento é maravilhoso, o melhor possível. Por incrível que pareça, a gente se ajuda. Estamos ali buscando cada um o melhor para o seu time, mas a gente troca muito. O Claude é aquele paizão, maravilhoso. Batista é pessoa mais doce que alguém pode ter perto. É uma troca muito boa. Nós somos muito amigos, construímos uma amizade. A gente está ali, cada um com sua equipe, mas o que a gente quer de fato é que a gastronomia vença. Eu falo: “Rafa, Leo, o que vocês acham que eu posso fazer?” E a gente troca de boa. É maravilhoso, eu costumo dizer que quem ganha mesmo é comida brasileira, é a cultura da gastronomia.

Leo Paixão – Adoro todos eles. É superlegal. Somos muito diferentes e isso faz com que a coisa se complete muito bem. O Rafa tem um jeitão meio mal-humorado, meio marrento, que é divertido. Ele é uma pessoa com o coração enorme, incrível, que eu adoro. A Katia já é a mãezona de todos nós. E eu sou o cara mais moleque, brincalhão. Sou bem competitivo, gosto de tentar ajudar o máximo possível. A gente acaba se envolvendo com competidores de outros times também.

Rafa Costa e Silva – É ótima. São profissionais incríveis, trocamos bastante, compartilhamos experiências e técnicas. Da Kátia eu sou amigo de anos e fã de carteirinha; adoro ela e o trabalho dela – uma das rainhas da gastronomia brasileira. O Léo, eu o conheci de verdade no programa, um excelente cozinheiro, um dos mais respeitados do nosso país, um privilégio dividir o palco com ele. Ele nasceu para cozinhar e fazer TV.

O que o público pode esperar da terceira temporada de Mestre do Sabor?

Rafa Costa e Silva – O ‘Mestre do Sabor’ é um programa com adrenalina e muita emoção. O público pode esperar muito sabor, técnica, competição e um mix incrível das culinárias. Durante o programa, teremos exemplos de vida e perseverança. Viajamos por lugares incríveis deste Brasil, sem sair do estúdio. A temporada está incrível e emocionante.

A dinâmica

Prato de Entrada: chefs profissionais de todo o país disputam as 18 vagas no programa preparando receitas que serão avaliadas pelos mestres. Os chefs finalizam um prato no palco, ao lado de Claude e Batista, e os mestres analisam às cegas. Se algum deles gostar, o candidato entra para a competição. Se mais de um gostar, o participante escolhe em que time irá ficar. Cada mestre terá seis chefs em seu time.
Na Pressão: Etapa com duas rodadas de provas. Na primeira, o ‘Menu Confiança’, os times executam um menu de três pratos sob o comando dos mestres para que sejam avaliados às cegas por Claude e Batista. O melhor time estará imune para a semana seguinte. A segunda rodada é a ‘Batalha dos Cucas’. Nela, os participantes dos outros dois times, exceto os que forem imunizados pelos mestres, cozinham em uma prova individual. Desta vez, a avaliação é dos mestres, que escolhem um vencedor da prova e eliminam um participante. O vencedor também garante imunidade e não precisa participar da próxima ‘Batalha dos Cucas’. A fase Na Pressão acontece em seis rodadas.
Duelos: Esta etapa funciona como um “mata-mata” entre os 12 chefs que chegarem até aqui. Eles são divididos em seis duplas. Quem vencer vai direto para a fase Na Peneira. Os desclassificados têm uma nova chance na repescagem, que acontece no episódio seguinte.
Repescagem: Os chefs que perderam os duelos, no episódio anterior, fazem uma prova individual. Os quatro melhores disputam uma segunda prova. Dois já são eliminados. Na prova dois, quatro participantes disputam uma única vaga para retornar à competição.
Na Peneira: Esta fase também terá duas provas. Na primeira, três chefs garantem vaga direta na semifinal. Os outros quatro cozinham em uma segunda prova. Mais três avançam à semifinal, e um chef deixa a competição.
Semifinal: A semifinal tem duas provas. A primeira conta com a participação de seis chefs. Após a degustação, dois participantes se tornam os primeiros finalistas de 2021. Na segunda prova, mais dois chefs avançam à final. Os outros dois deixam o programa.
Final: A grande final será ao vivo e a dinâmica que irá definir o resultado da disputa é surpresa!
No aquecimento para a estreia, Monique Alfradique bate um papo com os mestres Kátia Barbosa, Leo Paixão e Rafa Costa e Silva numa live hoje, dia 6, às 17h, no perfil oficial do ‘Mestre do Sabor’ no Instagram (@mestredosabor). 

‘Mestre do Sabor’

Sucesso entre os formatos originais da Globo, ‘Mestre do Sabor’ tem direção artística de LP Simonetti e direção geral de Aída Silva. O programa estreia no dia 6 de maio, e vai ao ar às quintas-feiras, após ‘Império’, na TV Globo. Já no GNT, estreia no dia 7 e será exibido às sextas-feiras, às 21h30

Comentários do Facebook

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.