‘Profissão Repórter’ e as UTIs aéreas

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Nathalia Tavolieri e Sara Pavani embarcaram em 32 voos para acompanhar pacientes, que precisavam ser transferidos a hospitais com mais estrutura por UTIs aéreas

'Profissão Repórter' e as UTIs aéreas
foto Globoplay

A Covid-19 está em todos os cantos do Brasil, mas nem todas as cidades brasileiras têm estrutura para tratar uma grande quantidade de casos graves da doença. No ‘Profissão Repórter’ de terça-feira, dia 1º de junho, as videorrepórteres Nathalia Tavolieri e Sara Pavani embarcam em 32 voos, por quatro estados, para acompanhar pacientes de algumas das cidades mais isoladas do Brasil que precisavam ser transferidos para hospitais com mais estrutura por UTIs aéreas.

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UTI’s aéreas

A estudante de nutrição Isaura de Paiva, de 41 anos, foi internada em Barreiras, no extremo oeste da Bahia, com Covid. Depois de uma semana hospitalizada, Isaura piorou e entrou na fila de espera por leito de UTI na capital baiana. “Os médicos falaram que se ela continuar nessa situação, o risco de intubação será grande. E aqui não tem condição de intubá-la”, afirmou o motorista Joscivaldo de Paiva, marido de Isaura, momentos antes da transferência aérea.

Monte Alegre

Em terra firme, Nathalia registrou os desafios diários de pacientes e profissionais de saúde em cidades pequenas e de difícil acesso na luta contra a Covid-19. Para chegar a Monte Alegre, no oeste do Pará, foram duas horas de balsa e mais quase duas de transporte terrestre numa estrada bem esburacada – percurso que, de avião, é feito em menos de 20 minutos. Além da precariedade de estrutura hospitalar e da falta de recursos, a equipe médica da região também precisa lidar com a falta de informação da população para enfrentar a pandemia.

Covid-19

A repórter Sara Pavani também acompanhou o fluxo de transferências no Pará, estado com maior número de remoções por UTI aérea, seja por conta de Covid-19 ou de outras doenças. Mais de 16 horas de ônibus separam o caminhoneiro Gilmar, de 53 anos, de um leito de UTI. Com 80% do pulmão comprometido pela Covid-19, o morador de Xinguara precisou ser transferido por UTI aérea em busca de tratamento na capital. Na grade da pista de decolagem, toda família acompanhou a transferência da pescadora Zila de Sá, de 62 anos, que precisou ser removida da cidade de Tucuruí em busca de leito. Apesar da transferência, Zila não resistiu à gravidade da Covid-19.

Profissão Repórter

O Profissão Repórter vai ao ar na noite de terça-feira, dia 1º, logo após ‘No Limite’.

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