GloboNews exibe documentário ‘Pelas Estradas do Brasil – Amazônia’ sob o comando de Fernando Gabeira

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Fernando Gabeira estreia ‘Pelas Estradas do Brasil – Amazônia’ é uma série de reportagens especiais sobre os desafios da preservação ambiental

'Pelas Estradas do Brasil - Amazônia'
Durante 21 dias, Fernando Gabeira percorreu diversas regiões da Amazônia e viu de perto o impacto do desmatamento na floresta.

Jornalista viajou até a Amazônia para mostrar os problemas que a região enfrenta e as soluções que podem ser tomadas para evitar a destruição da floresta

A partir da urgência de se colocar a pauta ambiental como prioridade no pleito de 2022, a GloboNews prepara uma série de reportagens especiais sobre os principais desafios dos futuros governantes acerca do tema. Durante 21 dias, Fernando Gabeira percorreu o interior da Amazônia, visitou comunidades ribeirinhas e conversou com moradores, lideranças indígenas, autoridades do governo, representantes do Ibama e das principais ONGs, pesquisadores do INPA e do Imazon, agricultores, entre outros, para mostrar problemas comuns e as soluções que podem ser tomadas para evitar a destruição da floresta.

‘Pelas Estradas do Brasil – Amazônia’

Dividido em dois episódios, ‘Pelas Estradas do Brasil – Amazônia’ será exibido nos próximos domingos, dias 12 e 19, às 21h30, na GloboNews. “Fiz inúmeras viagens pela Amazônia mas essa tem um sabor de despedida. Porque a Amazônia, tal qual nós conhecemos, está à beira de desaparecer. É mais do que hora de decidir o que fazer com a floresta, ao mesmo tempo que se decide o que fazer com o Brasil”, afirma Gabeira.

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Denner Giovanini

O ponto de partida da viagem é a BR-163, na altura de Santarém, no Pará. A destruição progressiva da floresta e a forte atuação do crime organizado na região – garimpo ilegal, tráfico de drogas e de animais silvestres, que se agravou na pandemia, chamam a atenção de Gabeira. Cerca de 900 grupos em redes sociais no Brasil são monitorados pela Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas). “Esse monitoramento nos permite ter acesso a cerca de 15 a 20 mil mensagens diárias sobre anúncios de comércio ilegal de animais silvestres e, grande parte deles, saem da Amazônia”, revela o coordenador nacional da Renctas, Denner Giovanini.

Beto Marubo

Gabeira também foi a Brasília durante a realização da 18ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL), evento que reuniu representantes dos povos originários em abril deste ano. “O Vale do Javari é a segunda maior terra indígena do Brasil. Ela detém a maior quantidade de índios isolados no mundo, segundo dados oficiais do próprio governo. Nossa reivindicação é expor o estado de fragilidade que se encontram hoje esses povos nessa região. A gente não tem poder de polícia para enfrentar pescadores e caçadores ilegais, que são quadrilhas organizadas numa região de fronteira. Os garimpeiros atuam também de forma ilegal. Os povos isolados ficam muito vulneráveis porque é o Estado que tem que fazer esse trabalho”, explica Beto Marubo, membro da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari. Vale ressaltar que, foi nessa região, que o indigenista brasileiro Bruno Araújo Pereira e o jornalista inglês Dom Phillips desapareceram

Tatiana Schor

Fernando Gabeira esteve ainda em Belém e Manaus, onde 70% da população da Amazônia se concentra, e observa que as cidades têm grande interação com a floresta. O mais importante elo, segundo ele, são os rios, ameaçados em virtude da contaminação por mercúrio advindo do garimpo ilegal. “As grandes cidades da Amazônia se construíram na medida quase do abandono. Manaus, por exemplo, é uma cidade extremamente espraiada, sem os serviços públicos adequados. Continuamos com os piores indicadores de tratamento de esgoto e de acesso à água potável. O que vemos nas cidades amazônicas é a reprodução do que aconteceu nas grandes metrópoles do Sul e Sudeste em um momento muito crítico”, ressalta a professora de geografia da Universidade Federal do Amazonas, Tatiana Schor.

Eugenio Scannavino

Mesmo diante de um cenário pouco animador, Gabeira encontrou exemplos de esperança nas pessoas da região ou que já vivem lá há anos. Como o médico Eugenio Scannavino, fundador do projeto Saúde e Alegria, que atua em uma localidade próxima à Floresta Nacional do Tapajós, com cerca de 500 mil hectares, à margem da BR-163. “São 70 comunidades que moram aqui. Esse viveiro tem capacidade de produção de 200 mil mudas, feito pelos comunitários. Isso vai para reflorestamento das comunidades, a reposição florestal, que é como a gente chama”, conta o médico da organização, que expandiu o trabalho para além dos cuidados sanitários em virtude da nova realidade da Amazônia.

GloboNews

A GloboNews exibirá nos próximos meses outras séries especiais, dedicadas às questões ambientais, produzidas pelos jornalistas Miriam Leitão e André Trigueiro. As reportagens fazem parte da cobertura do canal para as eleições deste ano.

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